24 Ago, 2022

Fatores de risco cardiovascular deverão aumentar até 2060 nos EUA, indica estudo

Os negros e os hispânicos serão os mais afetados, alertando-se assim para medidas mais equitativas.

Nos EUA, entre 2025 e 2060, prevê-se um aumento da prevalência dos quatro principais fatores de risco de doenças cardiovasculares, de acordo com um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology .

A maior percentagem será de diabetes (39,3% para 55 milhões de pessoas), seguindo-se a dislipidemia (27,6% para 126 milhões de pessoas), hipertensão (25,1% para 162 milhões de pessoas) e obesidade (18,3% para 126 milhões de pessoas).

Na sequência destes dados, os investigadores alertam que deverá aumentar o número de acidentes vasculares cerebrais (33,8% para 15 milhões), insuficiência cardíaca (33,4% para 12 milhões), cardiopatia isquémica (30,7% para 29 milhões) e ataque cardíaco (16,9% para 16 milhões).

Os fatores de risco deverão afetar de forma idêntica homens e mulheres de diferentes idades, apesar de uma maior prevalência de obesidade no sexo feminino. A maior diferença será sobretudo entre populações, esperando-se maior impacto junto de negros e hispânicos.

“As minorias raciais e étnicas serão as mais vulneráveis. É preciso implementarem-se medidas de prevenção e tratamento mais equitativas”, afirma James L. Januzzi Jr., um dos investigadores.

Recomenda-se, assim, uma maior aposta na educação para a saúde, mas também a cuidados equitativos, com terapêuticas a preços mais acessíveis. Apesar das diferenças raciais e étnicas, os autores preveem que em 2060 haverá maior equidade face a 2025.

A investigação baseou-se no Census Bureau 2020 para 2025-2060, combinando esses dados com os da prevalência de fatores de risco cardiovascular e doença do U.S. National Health and Nutrition Examination Survey do mesmo ano.

As projeções foram realizadas para diferentes grupos, tendo em conta sexo, idade (18-44; 45-64; 67-79; >80) e raça/etnia (asiáticos, negros, hispânicos, brancos, outros).

O estudo apresenta algumas limitações, nomeadamente em relação ao método convencional de assumir padrões futuros de fatores de risco cardiovascular, sem terem em conta outros, como o impacto a longo prazo da covid-19.

SO

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