Rede convencionada de imagiologia mantém papel essencial no SNS apesar de quebra em 2025
Em 2025, realizaram-se cerca de 5,8 milhões de exames de imagiologia, menos 894 mil do que no ano anterior, enquanto o número de utentes atendidos caiu de 4,7 milhões para 3,6 milhões.

A ANAUDI — Associação Nacional de Unidades de Diagnóstico por Imagem divulgou os resultados do inquérito à atividade das unidades de imagiologia em 2025, evidenciando a importância da rede convencionada de imagiologia para o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), num ano marcado por uma retração da atividade. De acordo com os dados apresentados, foram realizados cerca de 8,5 milhões de atos de diagnóstico por imagem, abrangendo aproximadamente 5,2 milhões de utentes. Os números representam uma diminuição face a 2024, quando tinham sido registados cerca de 9,7 milhões de atos e 6,8 milhões de utentes.
A redução foi particularmente expressiva no âmbito do SNS. Em 2025, realizaram-se cerca de 5,8 milhões de exames, menos 894 mil do que no ano anterior, enquanto o número de utentes atendidos caiu de 4,7 milhões para 3,6 milhões. Apesar da quebra, a rede convencionada continua a assumir um peso determinante, sendo responsável por cerca de 68% do total de atos realizados e de utentes atendidos pelas unidades de diagnóstico por imagem.
A associação destaca que esta evolução reflete sinais de retração do setor, sobretudo devido à prolongada ausência de atualização das tabelas de atos e valores convencionados do SNS, apontada de forma unânime pelas unidades como um fator com elevado impacto na atividade. Segundo a ANAUDI, a redução do acesso à rede convencionada deve ser analisada à luz das dificuldades sentidas em vários setores do sistema de saúde na realização de exames de radiologia e de medicina nuclear, bem como do aumento da procura no segmento privado não convencionado.
Ainda assim, a associação sublinha que os resultados agora divulgados não incorporam os efeitos da recente atualização das tabelas de atos convencionados na área da radiologia, introduzida pelo Despacho n.º 2312/2026, em vigor desde 1 de março deste ano.
Citado em comunicado, o presidente da ANAUDI, Eduardo Moniz, considera que esta atualização representa “um desenvolvimento muito relevante para o setor”, ao responder a mais de uma década sem revisão. O responsável admite que a medida poderá contribuir para a recuperação gradual da atividade e para o reforço da sustentabilidade económica das unidades, embora possa não ser suficiente para repor plenamente os níveis de acessibilidade.
Em termos económicos, o setor gerou, em 2025, um volume de negócios de cerca de 290,9 milhões de euros e empregou aproximadamente 10 mil profissionais, reforçando a sua relevância económica e social.
A ANAUDI defende, por fim, a continuidade do processo de revisão das tabelas convencionadas, com critérios de regularidade, transparência e adequação técnica, de forma a garantir a sustentabilidade do setor e assegurar o acesso dos utentes a diagnóstico em tempo útil.
SO
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