30 Jul, 2025

Radiologia custou 131 milhões ao SNS em 2024, com tendência de estabilização

Os exames de radiologia representaram a quarta maior despesa com serviços convencionados do SNS em 2024, com um custo de mais de 131 milhões de euros. A Entidade Reguladora da Saúde assinala uma ligeira descida face ao ano anterior e uma desaceleração nos gastos por habitante.

Radiologia custou 131 milhões ao SNS em 2024, com tendência de estabilização

A despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com exames de radiologia atingiu os 131,3 milhões de euros em 2024, valor que representa uma ligeira redução de 0,7% face ao ano anterior, anunciou hoje a Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

Segundo o relatório de monitorização, esta área foi a quarta maior fatia da despesa com o setor convencionado do SNS. O gasto médio foi de cerca de 12.949 euros por 1.000 habitantes, menos 88 euros do que em 2023, revelando uma travagem na tendência de aumento registada nos anos anteriores.

Apesar da descida global, as Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Centro e do Alentejo aumentaram os encargos com radiologia, com subidas de 7,2% e 0,7%, respetivamente. Pelo contrário, houve quebras no Algarve (-4,6%), em Lisboa e Vale do Tejo (-4,0%) e na região Norte (-1,1%).

A maior fatia da despesa concentrou-se nas zonas mais populosas: 52,2 milhões de euros no Norte e 43,8 milhões em Lisboa e Vale do Tejo. No extremo oposto, os encargos mais baixos foram registados no Alentejo (4,9 milhões) e no Algarve (4,7 milhões).

A análise da despesa por habitante revela que o Centro foi a única região com aumento expressivo em 2024, atingindo os 15.089 euros por 1.000 habitantes, mais 1.016 euros do que no ano anterior. Já Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve destacaram-se pelas maiores reduções, com quebras de 485 e 469 euros, respetivamente.

A região Norte, que liderava em 2023 com 14.384 euros por 1.000 habitantes, registou uma ligeira quebra para 14.225 euros. O Alentejo manteve-se como a região com menor despesa per capita, com 10.302 euros.

O número de prestadores de radiologia registados no final de 2024 era de 716, mais 21 do que em 2023. A esmagadora maioria (84,9%) era de natureza privada. Entre estes, 55,4% tinham convenção com o SNS. Ainda assim, em mais de metade dos concelhos do continente (54,7%) não existia qualquer oferta convencionada.

Quanto à procura, registaram-se 458 requisições de exames aceites por 1.000 habitantes — um aumento de 0,6% face a 2023. O Norte e o Centro apresentaram os valores mais altos de requisições, enquanto o Algarve (-16,2%) e o Alentejo (-11,2%) registaram quebras significativas.

A ERS destaca ainda que apenas 46 operadores concentraram mais de 80% das requisições aceites, revelando forte concentração do mercado.

LUSA/SO

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