2 Dez, 2020

Presidente dos Hospitais de Coimbra pede “urgência” na criação de nova maternidade

Construção de uma nova maternidade na cidade é uma decisão "que já peca, nesta altura, por tardia", afirmou o presidente do CHUC.

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) afirmou que a construção de uma nova maternidade na cidade é “urgente” e que já “peca por tardia”.

A construção de uma nova maternidade na cidade é uma decisão “que já peca, nesta altura, por tardia”, afirmou o presidente do CHUC, Carlos Santos, quando questionado pela agência Lusa no final de uma visita à Maternidade Bissaya Barreto, que integra, juntamente com a Maternidade Daniel de Matos, o centro hospitalar.

“Não tenho indicação da tutela [de quando será construída], mas esse momento é sentido por todos nós como uma necessidade urgente. Sobre essa matéria não há dúvidas da parte de ninguém sobre uma decisão urgente sobre a questão da localização do novo serviço de obstetrícia e neaonatologia”, vincou.

Segundo Carlos Santos, os desafios que o CHUC tem de enfrentar de momento com a pandemia vincam ainda mais a necessidade de ser tomada uma decisão “rapidamente”, a partir de “critérios técnicos e clínicos”.

 

Decisão tem de ser tomada de forma “correta e racional”

 

O presidente do conselho de administração vincou ainda que a decisão tem de ser tomada a partir de “uma visão a longo prazo”, para que a opção tomada seja “correta, racional e entendida por todos”.

A visita à Maternidade Bissaya Barreto surgiu após obras de remodelação de uma área para assegurar a separação de circuitos para grávidas com covid-19, garantindo condições de segurança e conforto para todas as utentes.

Segundo a diretora do serviço de Obstetrícia B, Céu Almeida, é criado agora um circuito independente para grávidas e puérperas com sintomas de covid-19, podendo o teste ser feito no local, havendo um piso da maternidade dedicado a grávidas que testaram positivo.

“Com esta remodelação, temos um circuito exclusivo, de entrada exterior para grávidas potencialmente infetadas, garantindo a segurança para todas. Sente-se alguma insegurança e as grávidas estão a vir cada vez mais tarde para a urgência. Pensam que não têm segurança, mas há condições, seja para grávidas infetadas ou grávidas sem infeção”, frisou a diretora do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia, Reprodução e Neonatologia, Teresa Almeida Santos.

SO/LUSA

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