13 Mai, 2021

Portugueses sobrestimam comportamentos e estilo de vida saudável

A alimentação, atividade física e o consumo de álcool são alguns dos hábitos sobrestimados pelos portugueses.

Um estudo português publicado no International Journal of Environmental Research and Publich Health revela que a maioria dos portugueses tem perceções erradas acerca dos seus comportamentos e estilos de vida. A alimentação, atividade física e o consumo de álcool são alguns dos hábitos que estão a ser considerados mais saudáveis do que realmente são.

O estudo “Patients’ Perspectives about Lifestyle Behaviors and Health in the Context of Family Medicine: A Cross-Sectional Study in Portugal” foi realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, e mostra que a maior parte dos portugueses sobrestima as suas atitudes ligadas aos comportamentos e estilos de vida.

Cerca de 90% das pessoas consideraram ter hábitos alimentares saudáveis, mas apenas 14% das pessoas é que tem uma alimentação saudável, segundo os especialistas,. Isto significa que 61,7% dos portugueses não se alimentam de forma saudável, mas estão convencidos do contrário.

Muitos portugueses também estão enganados em relação ao próprio peso, pois apenas 2,1% dizem ser obeses, mas 13,4% encaixam-se nos critérios os critérios de obesidade definidos. E só 15,6% dizem achar ter excesso de peso, quando a percentagem nos mostra que o valor real é de 40,2%

A nível de atividade física, 48,8% dos portugueses afirmam que praticam atividade física regularmente, mas tal só acontece em 28,9% dos casos.

Por outro lado, 92,2% dos portugueses pensam que não têm um consumo excessivo de álcool, mas os resultados do estudo mostram que 27,9% consomem álcool em excesso.

A autora principal da investigação, Rosália Páscoa afirma que “os portugueses sabem que uma dieta saudável, atividade física regular e um sono de boa qualidade podem prevenir algumas doenças e que o consumo de tabaco e drogas ilícitas, o tempo excessivo de atividades de ecrã, o stress excessivo e ser sedentário podem causar ou agravar algumas doenças. O que falha é a forma como cada pessoa perceciona o seu próprio estilo de vida, ou seja, o seu auto diagnóstico”.

No investigação foram avaliadas, através de questionários realizados entre janeiro e abril de 2019, as perspetivas de portugueses com idade igual ou superior a 20 anos relativamente aos seus estilos de vida e à abordagem dos médicos de família.

SO

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