13 Jan, 2022

Portugal deve estar a registar 200 mil infeções por dia mas só uma parte é detetada

Estimativa é da Universidade de Washington, que admite que 80 a 90% dos casos de Ómicron possam ser assintomáticos.

Portugal poderá estar a passar atualmente pelo pico de infeções (a data prevista era 11 de janeiro, a última terça-feira), com cerca de 200 mil/dia, segundo as últimas projeções do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington, citadas pelo jornal Inevitável.

De acordo com esta previsão, e tendo em conta que nesta quarta-feira (dia 12), se atingiram as 40 mil infeções por SARS-CoV-2, apenas 20% dos contágios estarão a ser detetados. Este facto pode explicar pela circulação dominante da variante Ómicron em Portugal, que provoca doença mais ligeira e, na grande maioria dos casos, não provoca qualquer sintoma. A Universidade de Washington estima até que 80 a 90%  dos casos de Ómicron são assintomáticos.

No entanto, e como é mais transmissível, o contágio é mais frequente. A OMS estima que, se a propagação da Covid-19 na Europa prosseguir ao ritmo atual, mais de metade da população europeia vai ser infetada pela variante Ómicron nas próximas seis a oito semanas. Em Portugal, a previsão do investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Carlos Antunes, é de que pelo menos um terço da população nacional (3,5 milhões) deverá ser infetada com o novo coronavírus até ao fim do mês de março.

Quanto aos internamentos, a Universidade de Washington piorou a previsão e estima agora que 12,5% dos infetados poderão vir a ser admitidos nos hospitais quer pela covid-19 quer por outros motivos – o que sugere que poderão ser atingidas as 5900 camas ocupadas por pessoas com SARS-CoV-2 de janeiro, podendo chegar-se a 450 em UCI.

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