“Podemos dizer que 90% das disfunções eréteis se tratam farmacologicamente”

A pandemia trouxe alguns constrangimentos ao acompanhamento dos doentes com disfunção eréctil, mas o Presidente da Associação Portuguesa de Urologia deixa uma perspetiva otimista quanto ao futuro da terapêutica.

Qual é o panorama atual do armamentário terapêutico para o tratamento da disfunção erétil?

Podemos dizer que 90% das disfunções eréteis se tratam farmacologicamente com medicamentos que atuam sobre o sistema vascular. Podem ser orais ou de aplicação local.

Que necessidades terapêuticas ainda necessitam ser colmatadas?

Obviamente que as lesões neurológicas e vasculares graves não têm sucesso e são mais difíceis de tratar. O problema maior reside ainda na correta identificação do problema nestes casos.

Como olha para o futuro a curto/médio prazo do tratamento da disfunção erétil? Que respostas terapêuticas estão em vias de chegar à prática clínica fruto da mais recente investigação?

Há várias linhas de investigação pois este é um terreno estimulante.

Haverá dentro de pouco tempo não medicamentos diferentes, mas com tecnologia diferente. Falo, nomeadamente, de fármacos orais com tempo de ação muito mais dilatado e fármacos locais com mais facilidade e eficácia na aplicação.

Que dificuldades é que a trouxe à prescrição terapêutica para a disfunção erétil e ao acompanhamento dos doentes?

As maiores dificuldades foram sentidas principalmente no acompanhamento dos doentes com início de sintomas. A avaliação clínica inicial tem de ser cara-a-cara e com tempo para identificar o problema real. Isso tem sido pouco possível nos últimos meses.

RV/SO

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