Papel das crianças é fundamental na prevenção de casos de morte súbita

No mês em que se comemora o Dia Mundial da Criança, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) reforça o papel interventivo que estas podem ter na prevenção e redução do número de casos de morte súbita.

“Em mais de metade dos casos de morte súbita fora do contexto hospitalar, não são aplicadas as manobras de Suporte Básico de Vida até à chegada dos paramédicos. Esta situação tem de mudar e, na opinião da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, é importante promover a formação dos mais novos, junto das Escolas, que devem dinamizar o ensino eficiente do Suporte Básico de Vida”, defende a SPC em comunicado.

Na mesma nota, a entidade explica que a Morte Súbita tem uma “carga bastante pesada para a Cardiologia nacional” com a ocorrência de 12 mil casos de paragem cardiorrespiratória por ano, em que apenas 681 destes casos chegam com vida ao hospital.

A SPC refere ainda que a Morte Súbita “pode surgir em pessoas aparentemente saudáveis e sem fatores de risco, não escolhe idades, e pode suceder em crianças e jovens em idade escolar”. Nesse sentido, a SPC “frisa a importância de uma mudança de mentalidade, que se deve refletir nos currículos escolares dos nossos alunos”, lembrando que ocorrência de uma paragem cardiorrespiratório “há apenas uns minutos para se poder agir, pelo que esperar por ajuda externa é, na maioria das vezes, fatal”.

Em comunicado, o Prof. João Morais, presidente da SPC, reforça esta mensagem, defendendo que “as crianças são mais recetivas a este tipo de iniciativas e é importante que se tornem cidadãos responsáveis no futuro”.

COMUNICADO/SO

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