4 Set, 2020

Ordem defende contratação emergente de enfermeiros para os lares

A Ordem dos Enfermeiros (OE) propôs ainda que o vencimento praticado nestas estruturas passe a ser idêntico ao do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A contratação de mais enfermeiros para os lares de idosos e os respetivos vencimentos foram dois dos assuntos abordados numa reunião entre a bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE), Ana Rita Cavaco, e a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

No encontro, a Ordem dos Enfermeiros entregou à ministra um documento com contributos para uma estratégia nacional para as Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI).

Ana Rita Cavaco disse à agência Lusa que a reunião correu “muito bem” e o acolhimento das propostas da Ordem por parte da ministra “foi positivo”, ficando agora a OE à espera de uma resposta.

Segundo a bastonária, algumas das propostas têm de ser concretizadas “a curto prazo” e de imediato, enquanto outras são a médio prazo porque dependem da alteração da portaria, nomeadamente as questões relacionadas com as direções técnicas dos lares.

“A alteração dos rácios de enfermeiros por residente nestas estruturas é uma das questões emergentes, só que ela depende da disponibilidade dos enfermeiros para trabalharem nos lares”, disse Ana Rita Cavaco.

Segundo a bastonária, essa disponibilidade para os enfermeiros trabalharem nos lares “está diretamente associada às condições de contratação”.

“Todas as instituições de saúde estão a contratar devido à situação que estamos a viver de pandemia. É evidente que se um enfermeiro tiver um contrato de 35 horas por 1.201 euros não quer trabalhar para um lar por menos dinheiro”, sustentou.

 

OE defende equiparação dos vencimentos

 

Nesse sentido, explicou que a Ordem defende uma equiparação dos vencimentos, ou seja, o valor que existe para a carreira de enfermeiro no SNS deve ser aplicado nestas estruturas.

De acordo com a mesma responsável, a contratação de enfermeiros “é a questão mais emergente”, mas para esta contratação “tem de haver essa equiparação” de vencimentos.

A Ordem propôs também ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social que as direções técnicas dos lares passem a integrar obrigatoriamente um enfermeiro, redução do número de residentes nestas estruturas e uma reorganização, tendo em conta que há lares com pessoas muito dependentes que deviam estar na rede nacional de cuidados continuados.

Segundo a Ordem dos Enfermeiros, o diploma diz que um lar deve ter um enfermeiro para 40 residentes com dependência moderada e um enfermeiro para 20 residentes com dependência mais grave.

No entanto, explicou a bastonária, a maioria dos lares tem enfermeiros que vão fazer algumas horas de prestação de cuidados, o que “nem sequer se enquadra no rácio”.

Ana Rita Cavaco defendeu que esta questão tem de ser revista, propondo a Ordem uma redução do número de residentes, considerando que deve existir um enfermeiro para 20 idosos (dependência moderada) e um profissional para 10 (dependência grave).

SO/LUSA

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