6 Jan, 2021

OM acusa Hospitais de Coimbra de não vacinarem profissionais de maior risco

Ordem dos Médicos diz que tem recebido queixas de profissionais que, estando expostos diariamente ao SARS-CoV-2, "não foram ainda chamados para vacinação".

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos(SRCOM) exortou o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) a cumprir e respeitar os critérios do Plano de Vacinação contra a Covid-19.

Em declarações à agência Lusa, o presidente daquela estrutura, Carlos Cortes, referiu que têm sido reportadas queixas de profissionais de saúde que, estando expostos diariamente ao vírus SARS-CoV-2, “não foram ainda chamados para vacinação, como definido superiormente”.

“Não se pode pedir num dia aos profissionais de saúde que estejam na linha da frente deste combate, estando mais expostos, e no dia seguinte não serem contemplados para serem vacinados e ficarem mais protegidos e protegerem também os doentes”, salientou.

Para Carlos Cortes, é um “mau procedimento” não seguir o plano de vacinação. Como exemplo, o responsável fala do serviço de urgência, “que é muito complicado”, no qual os profissionais de saúde atendem os doentes “sem saberem bem a sua situação”, pelo que devem também estar incluídos nos grupos prioritários.

Segundo o presidente da SRCOM, existem profissionais de saúde do Hospital Pediátrico e do polo principal do CHUC que não tiveram acesso à vacina de forma prioritária.

“Apelo a que, nesta segunda fase de vacinação [começa hoje], seja corrigido o erro do desrespeito pelos critérios do plano de vacinação, para que não se coloque desnecessariamente profissionais em risco”, sublinhou.

O CHUC inicia hoje a segunda fase do plano de vacinação, que Carlos Cortes espera ser “um momento muito importante na contribuição para proteger os profissionais mais expostos aos riscos e dar condições de segurança aos doentes”.

“A SRCOM pede que sejam escrupulosamente respeitados os critérios de prioridade do Plano de Vacinação Contra a Covid-19 definidos pela ‘task-force’ e pelo Ministério da Saúde”, reiterou Cortes.

LUSA

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