Movimento cívico quer revitalizar antigo hospital do Lorvão em Penacova

Movimento defende a reconversão do espaço, desativado há seis anos, e a sua integração na Rede de Cuidados Continuados.

Um movimento de cidadãos apresentado publicamente esta quarta-feira, intitulado “Mais Saúde para o Hospital do Lorvão”, quer transformar aquelas antigas instalações de saúde psiquiátrica do concelho de Penacova, distrito de Coimbra, numa unidade de cuidados continuados.

No manifesto apresentado, os fundadores do movimento cívico defendem a reconversão das antigas instalações do Hospital Psiquiátrico de Lorvão e a sua integração na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, argumentando que “é gritante a falta destas estruturas de apoio aos doentes e às famílias”.

Por outro lado, alegam que as instalações do antigo hospital psiquiátrico, desativado há seis anos, estão “devolutas e em degradação”, e que a freguesia de Lorvão “tem a mão-de-obra e o conhecimento adquirido ao longo de mais de meio século na área dos cuidados de saúde”.

Ouvido pela agência Lusa, José Alípio Rodrigues, um dos dinamizadores do movimento cívico, defendeu “uma alma nova” para o antigo hospital do Lorvão, frisando que o edifício, que se encontra afeto ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), está “em estado de degradação, sem utilização e sem qualquer tipo de manutenção”.

Lembrou que o CHUC não dispõe de uma valência de cuidados continuados e a aposta do movimento cívico vai para a criação no Lorvão de uma unidade gerida por aquela unidade hospitalar ou, em alternativa, uma instituição particular de solidariedade social.

José Alípio Rodrigues, que nasceu no Lorvão e ali residiu durante 34 anos, antes de se mudar para Coimbra por motivos familiares, é filho de dois antigos funcionários do antigo hospital psiquiátrico e diz-se “ligado às dinâmicas” da freguesia, por sua vez muito ligadas à antiga unidade de saúde.

Alega que a revitalização do antigo hospital “é consensual” quer na autarquia de Penacova, quer na junta de freguesia do Lorvão e entre a população, e que a criação de uma nova unidade de saúde “não implica uma intervenção profunda [no edifício do antigo mosteiro] desde que não se deixe arrastar muito mais” a requalificação.

“Lorvão e a região precisam desta unidade de saúde, para satisfazer a necessidade dos doentes, mas também como um polo de desenvolvimento económico, que já teve e que precisa de recuperar”, argumentou José Alípio Rodrigues.

No sábado, o movimento cívico vai promover um encontro, no Lorvão, onde serão apresentadas propostas para a realização de uma petição pública a endereçar à Assembleia da República e pedidos de audiência a forças políticas e órgãos de soberania e debater com os participantes “outras ideias” de iniciativas para a concretização do objetivo que os une.

“O Hospital [do Lorvão] está doente, moribundo. Doente do corpo e da alma. É preciso cuidar da sua estrutura, para que não se continue a degradar e é urgente dar-lhe vida”, refere o movimento de cidadãos.

LUSA/SO

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