28 Ago, 2020

Microplásticos em órgãos humanos ainda por provar, diz especialista portuguesa

A investigadora da Universidade de Coimbra precisou que ainda não foram descobertos microplásticos em órgãos humanos mas sim um método que os pode detetar em laboratório.

Numa nota enviada à agência Lusa, Filipa Bessa, da Universidade de Coimbra (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente – MARE) precisou que ainda não foram descobertos microplásticos em órgãos humanos mas sim um método que os pode detetar em laboratório, uma informação, disse, que é confirmada por investigadores em vários países.

A nota surge a propósito de uma notícia divulgada a nível mundial este mês de que pela primeira vez tinham sido encontrados microplásticos em órgãos humanos.

Cientistas norte-americanos anunciaram ter detetado microplásticos em órgãos e tecidos humanos num trabalho apresentado numa reunião da Sociedade norte-americana de Química. Os responsáveis, da Universidade de Arizona, deram como exemplos amostras colhidas em pulmões, fígado, baço e rins.

Filipa Bessa alertou no entanto que os próprios investigadores mudaram depois a ideia principal da informação, e se antes tinham dito a frase “microplásticos encontrados em órgãos humanos” emendaram para “microplásticos são agora detetáveis em órgãos humanos”.

O que fizeram então os investigadores norte-americanos? A especialista explica-o assim: