Menos é (muitas vezes) mais: desprescrição de benzodiazepinas para Médicos de Família
Médica de Família. USF O Basto, ULS Alto Ave. Professora convidada da FMUL e da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa de Lisboa. Membro fundador do GEsCAd, elemento da coordenação

Menos é (muitas vezes) mais: desprescrição de benzodiazepinas para Médicos de Família

O consumo prolongado de benzodiazepinas representa um desafio de saúde pública, com impacto relevante na segurança e qualidade de vida dos utentes.  Este tema assume particular relevância em Portugal, enquanto país com uma das mais elevadas taxas de prescrição de benzodiazepinas na Europa.

Apesar da sua eficácia reconhecida em tratamentos de curta duração para a ansiedade e perturbações do sono, a utilização crónica destas substâncias associa-se a riscos significativos, nomeadamente dependência, tolerância, alterações da consciência, risco acrescido de quedas, acidentes e mortalidade.  A prescrição e, sobretudo, a desprescrição adequada destas substâncias representam um desafio clínico de grande complexidade, reforçando a necessidade de uma abordagem estruturada e integrada, particularmente no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários.

O workshop “Menos é (muitas vezes) mais: desprescrição de benzodiazepinas para Médicos de Família” tem como objetivo capacitar os profissionais de Medicina Geral e Familiar nesta área. Com partilhas sustentadas na evidência científica atual, serão abordadas indicações para a sua prescrição no contexto da ansiedade e da insónia, reforçando a importância da abordagem biopsicossocial e da continuidade de cuidados. Será também reforçada a identificação de situações de uso inadequado, bem como a avaliação do balanço risco-benefício e a implementação de estratégias seguras e individualizadas de redução e suspensão gradual destes fármacos.

Através de metodologias interativas e baseadas em casos clínicos reais, serão exploradas ferramentas práticas de apoio à decisão, protocolos de desprescrição e técnicas de comunicação motivacional que favorecem o envolvimento ativo do utente no processo terapêutico. Será também disponibilizado material de educação para a saúde dirigido ao utente, nomeadamente um folheto de leitura auxiliar.

Pretende-se, desta forma, promover uma prática clínica mais racional, segura e centrada no utente, contribuindo para a melhoria dos indicadores de qualidade em saúde e para a utilização responsável destes fármacos nos Cuidados de Saúde Primários.

 

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