6 Set, 2022

Menos de metade das crianças têm acompanhamento médico adequado

No ano passado, muito marcado pela pandemia, baixaram as taxas de rastreio neonatal e registo de peso e altura nas crianças mais velhas.

Apenas cerca de 47% das crianças de dois anos têm acompanhamento médico adequado no SNS, de acordo com dados do Relatório de 2021 de Acesso aos Cuidados de Saúde do SNS, citado pelo Correio da Manhã. Esta percentagem diminui em relação a 2020. A realidade é, contudo, diferente consoante as zonas do país, sendo que, no Alentejo, apenas cerca de um terço das crianças desta idade são devidamente acompanhadas.

Também a percentagem de recém-nascidos com rastreio neonatal até ao 6.º dia de vida baixou em 2021: era de 82,3% em Portugal continental. Há também menos bebés com consulta médica de vigilância até aos 28 dias de vida (85,4%). Registou-se também uma queda na monitorização do peso e altura de dois grupos pediátricos: o das crianças entre os 5 e 7 anos e das crianças entre 11 e os 14 anos. No primeiro intervalo de idades, 68,5% de crianças dispõem dessa avaliação e no segundo apenas 49,8%.

A diminuição do acompanhamento médico em Portugal no ano passado, e que afetou também as crianças, é explicado pelo “contexto pandémico”, refere o relatório.

SO

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