18 Jun, 2021

Madeira ainda não identificou casos de infeção pela variante Delta

De entre os 25 mil testes realizados no arquipélago da Madeira, ainda não foi detetado nenhum caso da variante Delta na região.

A Madeira ainda não registou qualquer caso de infeção pela variante Delta, mas as autoridades regionais aguardam o resultado de amostras enviadas para análise no Instituto Nacional de Saúde (INSA), indicou hoje o secretário da Saúde, Pedro Ramos.

“A variante Delta é prevalente em Portugal, neste momento, e estamos à espera do resultado das análises para ver se temos de alterar algumas das medidas [restritivas]”, disse o governante, reforçando: “Se houver conhecimento científico que justifique a alteração destas medidas, serão alteradas”.

Pedro Ramos falava no âmbito da assinatura de um contrato-programa com a Mesa da Saúde Privada da Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF), no Funchal, que estabelece 16 novos postos para a realização de testes rápidos antigénio (TRAg) para a covid-19.

Em abril, o executivo madeirense assinou um contrato semelhante com a Associação Nacional de Farmácias, tendo adquirido 200 mil testes de antigénio para proceder à testagem gratuita da população interessada de 15 em 15 dias.

O projeto conta com a participação de 36 das cerca de 60 farmácias da região autónoma.

No caso do setor privado da saúde, o Governo Regional da Madeira disponibiliza 30 mil testes TRAg, entre laboratórios e clínicas privadas, num total de 16 novos postos.

Pedro Ramos disse que a testagem da população vai aumentar, mas o número de casos positivos de covid-19 “provavelmente não”, considerado a campanha de vacinação em curso e a manutenção de regras como o uso de máscara e o distanciamento físico.

“A taxa de positividade dos testes rápidos feitos até agora é muito baixa, 0,04%”, esclareceu, vincando que já foram realizados 25 mil testes, dos quais mil foram solicitados por turistas.

E reforçou: “Estamos empenhados em que a mobilidade da população possa aumentar, mas que possa ser feita em segurança”.

O foco do executivo madeirense, de coligação PSD/CDS-PP, está agora colocado no eventual surgimento e propagação da variante Delta do novo coronavírus, que pode obrigar a voltar atrás nas medidas de aligeiramento das restrições.

Na segunda-feira, o Governo Regional anunciou que, a partir de 01 de julho, passa a ser necessário apenas um teste rápido antigénio negativo à covid-19 para entrar na Madeira, realizado até 48 horas antes da viagem, em substituição do PCR.

 

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