20 Abr, 2018,

Líder do PSD preocupado com desperdício na área da saúde e com quota de genéricos

Rui Rio acusa o atual governo de nada estar a fazer para subir a quota de genéricos vendidos em Portugal e afirma, depois de uma semana a ouvir os vários setores na área da saúde, que a radiografia "não é positiva".

O líder do PSD concordou esta quinta-feira com as preocupações da Ordem dos Farmacêuticos (OF) com o desperdício na área da saúde e criticou a falta de ambição do Governo quanto à quota de genéricos.

O problema do desperdício no Serviço Nacional de Saúde pode também ser “uma oportunidade” para “gerir melhor” sem necessidade de injetar mais dinheiro, afirmou Rui Rio após um encontro com vários dirigentes da Ordem dos Farmacêuticos, entre elas a bastonária, Ana Paula Martins.

“Se podemos gerir melhor, temos que aproveitar essa possibilidade”, disse ainda, sublinhando o papel importante que os farmacêuticos têm na ajuda às populações do Interior do país.

Rui Rio acrescentou uma crítica ao Governo do PS, lembrando que o objetivo da quota de mercado para os genéricos de 60%, “uma quota herdada” de Governos sociais-democratas. “Não fizeram nada para subir a quota”, afirmou ainda.

Rui Rio não fez ainda o diagnóstico do estado da saúde, após quase uma semana dedicada ao tema, mas admitiu que a radiografia “não é positiva”. Tanto Rio como Ana Paula Martins, sublinharam as dificuldades em atrair profissionais das farmácias para as regiões do Interior.

E até deu o exemplo de farmacêuticos que, no interior, vão levar medicamentos às casas de doentes.

O líder social-democrata sublinhou ainda o facto de os genéricos poderem ajudar as pessoas com menos rendimentos, dado que são mais baratos do que os fármacos de marca.

Ana Paula Martins afirmou ter debatido com a direção social-democrata questões como a reforma do sistema de segurança e o seu financiamento, por exemplo.

Além das dificuldades, a bastonária da Ordem lembrou que os medicamentos são também uma oportunidade económica, afirmando que Portugal hoje já “exporta mais em medicamentos do quer em Vinho do Porto”.

LUSA/ SO

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