Albino Oliveira-Maia, da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, admite que parte da prescrição de medicamentos poderia ser evitada com acesso mais rápido a alternativas, como a psicoterapia.
Especialistas apontam várias razões para este consumo de psicofármacos, incluindo o aumento do diagnóstico de perturbações mentais, maior acesso a tratamento e a substituição progressiva das benzodiazepinas por outros fármacos.
“Nós usamos o que está disponível no privado e no social para responder às pessoas, agora o que nós não conseguimos de facto, e não vamos por aí, é obrigar os médicos de Medicina Geral e Familiar a concorrer às zonas onde eles efetivamente não querem estar e não têm motivação para estar", disse a ministra da Saúde.
Bruno Heleno foi eleito Médico de Família do Ano na Gala MGFamiliar. Em entrevista, fala sobre uma carreira em MGF, que conjuga prática clínica com ensino e investigação. Apesar do seu percurso, compreende que nem todos os clínicos tenham de seguir as mesmas pegadas. O seu maior desejo é que os médicos de família que queiram fazer investigação tenham tempo e recursos para pôr esse objetivo em prática.
Hoje assinala-se o Dia Mundial da Adesão. João Ramos, médico de Medicina Geral e Familiar e coordenador da USF Carnide Quer - ULS Santa Maria, alerta para o problema ‘silencioso’ da não adesão à medicação que acontece, sobretudo, em doenças crónicas assintomáticas.
Paulo Nicola, um dos coordenadores do Departamento de Investigação da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), aborda as dificuldades sentidas no terreno quando se trata de investigar em cuidados primários. Mas também desmistifica a ideia de que há poucas possibilidades em se conseguir avançar com um projeto de qualidade. Na entrevista, fala ainda do policy-brief, dos PBRN e dos centros académicos.