24 Jun, 2024

Jornadas dão destaque à má adesão terapêutica como novo fator de risco

“Como melhorar a adesão terapêutica” foi o tema do Fórum Pedro Marques da Silva, que teve lugar nas 17.as Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular. O evento decorreu nos dias 21 e 22 de junho, no Algarve.

Para o cardiologista e internista Alberto Mello e Silva, que presidiu ao evento, juntamente com o internista Francisco Araújo, a temática é muito pertinente. “A má adesão à terapêutica é um novo fator de risco”, alertou.

Para Alberto Mello e Silva, é preciso apostar na informação e na sensibilização da população, para que esta adote um estilo de vida saudável e adira à terapêutica, quando prescrita. “É essencial explicar aos doentes que a aterosclerose é habitualmente o produto de um número de fatores de risco e que a doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA) continua a ser a causa principal de morte precoce a nível mundial. A prevenção da DCVA nos indivíduos deve ser adaptada ao seu risco cardiovascular global, ou seja, quanto mais elevado for o risco, mais intensos devem ser os procedimentos”, observou.

Nas últimas três décadas, mais de metade da redução da mortalidade cardiovascular foi atribuída a alterações dos níveis dos fatores de risco na população, sobretudo devido à redução dos níveis de colesterol, da pressão arterial e do tabagismo.

“Dispomos de fármacos anti-hipertensores e anti-dislipidémicos eficazes, globalmente acessíveis e bem tolerados. Contudo, a prática clínica mostra que em Portugal, à semelhança dos outros países europeus e dos EUA, a percentagem de doentes controlados está longe do desejável”, referiu Alberto Mello e Silva.

E continuou: “E para agravar, há um aumento de outros fatores de risco, em especial a obesidade e a diabetes mellitus tipo 2, a par com o envelhecimento da população, que favorece a exposição a estes fatores de risco para a DCVA.”

O médico considera fundamental apostar nestes alertas, já que, como afirmou, “a dislipidemia não dói, o que facilita o abandono dos fármacos, sobretudo quando há desinformação”.

Esta sensibilização não se deve, contudo, cingir à população e, em particular, aos doentes de risco ou que já tiveram um evento cardiovascular, mas também aos profissionais de saúde.

No evento foram abordados, também, fatores ambientais modificáveis, que afetam, principalmente, as populações socioeconomicamente mais vulneráveis. Destacou-se, ainda, a ajuda da Inteligência Artificial na abordagem da hipertensão arterial; a prescrição do exercício físico; a jornada cardiovascular de um doente; o estudo Porthos – insuficiência cardíaca subclínica; a importância das vacinas na prevenção da doença pneumocócica e na infeção pelo vírus sincicial respiratório em adultos; entre outros.

 

SO

 

Esta é uma segunda versão deste artigo. A primeira versão publicada e já retirada do nosso site continha informações que não estavam de acordo com as declarações e a vontade do entrevistado, Dr. Alberto Mello e Silva. Lamentamos o equívoco e agradecemos a compreensão.
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