17 Out, 2019

Extratos de agrião e de outros vegetais induzem a morte de células cancerígenas

Neste estudo, os investigadores demonstraram que extratos de agrião, brócolos e outros vegetais são capazes de induzir a morte das células cancerígenas.

Investigadores portugueses do iBET-Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica e do IPO – Instituto Português de Oncologia, comprovam o potencial anticancerígeno de extratos de agrião, brócolos e outros vegetais crucíferos.

Neste estudo, os investigadores demonstraram que extratos destes vegetais, assim como os seus compostos de forma isolada, são capazes de induzir a morte das células cancerígenas. Em particular, o extrato de agrião é ainda capaz de reduzir a população de células estaminais cancerígenas responsáveis pelo aparecimento do cancro, pela sua reincidência e pela resistência a tratamentos com quimioterapia.

Para este estudo foram usadas células de cancro colorretal cultivadas em sistema 3D e que mimetizam o comportamento de tumores in vivo. O cancro colorretal é o 3º cancro mais comum em Portugal, a seguir ao cancro da mama e da próstata, e mata cerca de 4 mil portugueses todos os anos. O cancro colorretal tem maior incidência em indivíduos do género masculino com idade superior a 50 anos, contudo os dados apontam para um aumento da desta patologia em jovens adultos com idades compreendidas entre os 20 e os 40 anos.

Segundo Teresa Serra, investigadora da área de Food and Health Division do iBET coordenada por Rosário Bronze, “este projeto, para além de ajudar a compreender o efeito de compostos naturais derivados de vegetais crucíferos na prevenção e tratamento do cancro colorretal, fornece-nos informações importantes para o desenho de intervenções nutricionais direcionadas para a terapia do cancro colorretal”.

Desta forma, o projeto, coordenado por Teresa Serra do iBET e por Cristina Albuquerque do IPO, representa uma esperança para o desenvolvimento de novas terapias baseados em compostos naturais. Contudo, as investigadoras alertam que estes resultados não estão diretamente relacionados com a quantidade de brócolos ou agriões consumidos. Os efeitos agora reportados resultam da utilização direta de extratos vegetais concentrados em células cancerígenas. É necessário desenvolver estudos complementares para perceber qual a melhor forma de fazer chegar estes compostos ao tumor com iguais capacidades anticancerígenas.

MMM/CI

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