15 Out, 2018

Investigadores desenvolvem colete para monitorizar Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

Um consórcio europeu desenvolveu um colete inovador para monitorização contínua da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), segundo um comunicado da Universidade de Coimbra que tem nove investigadores a participarem no projeto.

WELCOME – equipa sénior – César Teixeira, Jorge Henriques, Rui Pedro Paiva e Paulo de Carvalho

 

O projeto WELCOME, acrónico de Wearable Sensing and Smart Cloud Computing for Integrated Care to COPD Patients with Comorbiditie, tem sido desenvolvido nos últimos quatro anos com o objetivo de “desenvolver um sistema tecnológico que mude o paradigma no tratamento e acompanhamento dos pacientes que sofrem de DPOC com comorbilidades” como a insuficiência cardíaca, a ansiedade, a depressão e a diabetes, segundo o modelo de Medicina P4 – preditiva, preventiva, personalizada e participativa.

Financiado em seis milhões de euros pelo programa FP7 da União Europeia (UE), o consórcio envolve pneumologistas, terapeutas respiratórios, farmacêuticos e a indústria. Juntos conseguiram produzir um colete que incorporasse um sistema de tomografia de impedância elétrica, conseguindo obter imagens dos pulmões geradas pela passagem de uma corrente elétrica, de forma não invasiva.

“Esta foi a grande inovação do projeto, mas o colete – que é apenas uma parte da solução tecnológica desenvolvida – integra tecnologia diversa, concretamente um vasto conjunto de diferentes tipos de sensores para monitorização contínua de sinais fisiológicos (eletrocardiograma, saturação de oxigénio, sons respiratórios, frequência respiratória e atividade física)”, explica Rui Pedro Paiva, docente do Departamento de Engenharia Informática da FCTUC e coordenador da equipa portuguesa.

“O WELCOME Vest efetua a aquisição em tempo real de um imenso volume de dados muito díspares e envia-os para um dispositivo do paciente (tablet ou smartphone), onde é realizado o pré-processamento da informação recolhida para validar a sua qualidade. Também no tablet, o paciente dispõe de uma aplicação com um conjunto de tarefas a realizar pelo próprio, tais como resposta a questionários de fadiga, medição de pressão arterial, pesagem ou visualização de vídeos (in)formativos”, esclarece.

Concluída esta pré-validação, os dados são remetidos para uma “central de informação” instalada na Cloud (computação na nuvem), onde se encontram todos os algoritmos desenvolvidos pelos cientistas do consórcio, “para o processamento dos diferentes tipos de informação que permita traçar o quadro do paciente e prever exacerbações (episódios de agravamento da doença), fornecendo ao médico, através de um sistema inteligente de apoio à decisão, informação que possibilite atuar atempadamente, evitando internamentos e atuando ao nível da prevenção e mitigação das comorbilidades da DPOC”, realça o investigador.

A nota divulgada pela UC refere que a investigação vai focar-se “na melhoria da robustez e fiabilidade do sistema tecnológico”, prosseguindo através do financiamento de quatro milhões de euros no âmbito do programa H2020 já aprovado pela UE.

Saúde Online 

ler mais

RECENTES

ler mais