16 Nov, 2021

Internamentos sociais obrigam Amadora-Sintra a fechar a urgência a ambulâncias

Elevado número de casos sociais está a condicionar a capacidade de resposta do hospital Amadora-Sintra a doentes urgentes.

O elevado número de doentes internados sem resposta da Segurança Social (os chamados internamentos sociais, de pessoas que já têm alta clínica) obrigou o Hospital Amadora-Sintra a encerrar, esta segunda-feira, a urgência a ambulâncias dos bombeiros e do INEM. A informação é avançada pelo jornal i.

O encerramento da urgência a ambulâncias, ainda sem previsão de reabertura, têm-se vindo a repetir neste hospital com alguma frequência, principalmente à segunda-feira, o dia de maior afluência ao serviço de urgência. Os doentes são encaminhados para Santa Maria.

Na origem do problema está o regresso dos internamentos sociais, que, neste momento, já ocupam mais de metade da enfermaria. Há, atualmente, 39 pessoas internadas no Amadora-Sintra que esperam por uma resposta social, um número recorde. Recorde-se que, no período mais crítico da pandemia, no início de 2021, a Segurança Social encetou esforços para colocar muitos das pessoas com alta clínica em lares e outras instituições, de modo a libertar camas para os doentes com Covid-19. No entanto, o problema está a regressar e a condicionar a atividade de vários hospitais,

A somar a isto, tem-se acentuado a afluência à urgência de vários hospitais na área de Lisboa, incluindo o Amadora-Sintra, com muitos casos de pessoas (a maioria idosas) com doenças crónicas descompensadas, como diabetes ou insuficiência cardíaca. Este cenário tem feito aumentar o tempo de espera de atendimento nas urgências, que em alguns casos (como o Santa Maria) atinge o triplo do tempo recomendado.

SO

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