21 Set, 2026

Hospitais promovem rastreios ao cancro da cabeça e pescoço na próxima semana

Hospitais de Lisboa e Porto vão realizar rastreios gratuitos ao cancro da cabeça e pescoço no âmbito da Semana Europeia Make Sense, entre 21 e 26 de setembro. A campanha alerta para a importância do diagnóstico precoce, numa doença que é identificada em fase avançada em cerca de 60% dos casos.

Hospitais promovem rastreios ao cancro da cabeça e pescoço na próxima semana

Hospitais promovem, na próxima semana, rastreios ao cancro da cabeça e pescoço, no âmbito de uma campanha europeia que alerta para a importância do diagnóstico precoce desta doença, diagnosticada em fase avançada em cerca de 60% dos casos.

Promovida pela European Head and Neck Society (EHNS) e coordenada em Portugal pelo Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço (GECCP), a Semana Europeia Make Sense decorre entre 21 e 26 de setembro e reforça este ano a importância do acesso aos cuidados adequados em cada etapa do percurso do doente.

Os promotores da campanha salientam, em comunicado, que o diagnóstico precoce continua a ser o principal aliado no combate ao cancro da cabeça e pescoço, sublinhando que “a sobrevivência a cinco anos pode atingir 83% no estádio I, mas desce para 28% no estádio IV”.

Quando a doença é identificada numa fase inicial, as probabilidades de cura podem atingir os 90%. No entanto, cerca de 60% dos doentes continuam a ser diagnosticados em fases avançadas, nos estádios III e IV, o que, afirmam os promotores, “tem um impacto significativo no prognóstico, no tratamento e na qualidade de vida”.

“Apesar dos avanços registados no diagnóstico e tratamento, continuamos a assistir a um número demasiado elevado de doentes diagnosticados em fases avançadas. Precisamos de atuar em diferentes momentos do percurso”, afirma Cláudia Vieira, médica oncologista e presidente do GECCP.

A oncologista defende a necessidade de aumentar o conhecimento sobre os sinais de alerta, promover a procura atempada de cuidados e assegurar uma referenciação adequada.

“Garantir os cuidados certos no momento certo pode fazer a diferença nos resultados e na qualidade de vida dos doentes”, afirma.

Entre as principais iniciativas da campanha estão os rastreios para o diagnóstico precoce do cancro da cabeça e pescoço, dirigidos à população em geral.

No Hospital CUF Tejo, em Lisboa, serão realizados rastreios entre 21 e 25 de setembro. No IPO do Porto, a iniciativa está marcada para 22 de setembro, entre as 09:30 e as 13:30, e no IPO de Lisboa, para 28 de setembro, entre as 08:30 e as 13:00.

O programa inclui ainda ações de sensibilização e formação, bem como iniciativas dirigidas a profissionais de saúde.

A edição deste ano conta também com o testemunho do ator Rui Santos, que dá a cara pela campanha depois de ter vivido um diagnóstico de cancro da língua.

Em Portugal, são diagnosticados todos os anos entre 2.500 e 3.000 novos casos de cancro da cabeça e pescoço. A doença pode afetar a cavidade oral, a faringe, a laringe, a cavidade nasal e os seios perinasais, comprometendo funções como a fala, a respiração, a deglutição e a alimentação.

Entre os principais fatores de risco estão o tabaco, o consumo excessivo de álcool e a infeção pelo vírus do papiloma humano (HPV).

Os sinais de alerta incluem úlceras na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dor de garganta, dificuldade ou dor ao engolir, alterações da voz, nódulos no pescoço e obstrução nasal unilateral.

Segundo o GECCP, quando estes sintomas persistem durante mais de três semanas, deve ser procurada avaliação médica.

LUSA/SO

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