21 Nov, 2019

Tempos de espera: Oftalmologia e Ortopedia entre as especialidades mais críticas

"Apesar do esforço dos hospitais", não é possível cumprir o plano do MS, declara o Presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares.

Muitos são os hospitais que continuam sem conseguir garantir os tempos máximos de espera em diversas especialidades e cirurgias, noticiou esta quarta-feira o Jornal de Notícias (JN).

De acordo com os dados mais recentes do Portal de Saúde, as especialidades mais afetadas são a Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia e Urologia. No entanto, existem outras que registaram uma melhoria nos Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMGR), como é o caso da Cirurgia Geral e Ginecologia.

No entanto, é de referir que o Ministério da Saúde anúnciou, em abril deste ano, um pacote de medidas para “resolver todas as situações em que o tempo médio de espera fosse superior a um ano até ao final de 2019”, um cenário que não chegou a verificar-se.

Prova disso são os 15 hospitais que, em certas cirurgias de especialidade, não cumprem nenhuma TMRG – muito prioritária, prioritária e normal. Os mais veementes são o Hospital  de S. João e S. Sebastião na cirurgia de obesidade e IPO de Lisboa na especialidade de radioterapia cirúrgica.

O Presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, Alexandre Lourenço, explica, em declarações ao JN, que “apesar do esforço grande dos hospitais para responder” de forma atempada e adequada aos utentes, “não vai ser possível” cumprir o plano da redução dos TMRG nas sete especialidades mais preocupantes até ao final do ano corrente, devido à falta de recursos humanos (que vem sido noticiada e divulgada nos mais variados órgãos de comunicação social).

Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, vai mais longe e afirma mesmo que as promessas de Marta Temido de pouco ou nada servem. “São necessários programas específicos para a redução da espera”, o que implica também uma maior despesa na saúde, porque esclarece que é necessário pagar mais aos profissionais de saúde que trabalham horas extraordinárias e fora do seu horário de trabalho.

EQ/SO

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