6 Abr, 2022

Há enfermeiros no São João com mais de 200 horas de trabalho por mês

Exigências estão a aumentar devido ao aumento da procura nas urgências, sublinha o presidente do Sindicato dos Enfermeiros.

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros (SE) afirmou, no Porto, que trabalha mais de 200 horas por mês e que as exigências estão a aumentar devido ao ressurgir da procura nas urgências.

“Temos enfermeiros que fazem mais de 200 horas por mês, é extremamente intensivo. Estamos a ser muito vitais para as áreas, nomeadamente cuidados intensivos, que são muito exigentes, que os enfermeiros estão em permanência com os doentes e que fazem com que sejam impensáveis ​​os termos dos enfermeiros a dia”, disse Pedro Costa no final de uma reunião com um grupo de enfermeiros do Hospital São João, que lhe transmite como suas preocupações relacionadas com o banco de carga, a extraordinária ausência de pagamento do trabalho de horas extraordinárias covid-19.

Estas horas estão a aumentar neste momento, estamos a perceber que as urgências estão a ser fustigadas pelo excesso de procura e, nos profissionais, isso também se reflete, o absentismo tem aumentado”, adiantou.

Afirmando que o irão “interpelar o conselho de administração no sentido de solução de problemas”, Pedro Costa assinalou que a atualidade comprova que “os escritos são extremamente detalhados”.

Questionado sobre se o SE defender maior contratação de profissionais, Pedro Costa respondeu com a gestão de recursos: “mais do que o número, precisamos de reforço”.

Referindo-se a “absentismo, situações de estar e questões familiares até o momento de emergência do sindicato”, o que pode ocorrer “momentos de rutura, que podem ocorrer claramente em áreas vitais como os cuidados intensivos e urgência”. que a população não procura”.

Porta-voz dos enfermeiros, Bárbara Fernan, explica que a dificuldade que enfrentamos, com mais complexidade, que exige cada vez mais atenção e cuidado, detalhe que enfatizou por “competências que maior competência de enfermagem” têm repercussão na carreira”.

“Cada vez mais auxiliamos à estagnação da enfermagem numa altura em que tanto se investe em formação, mesmo as pessoas mais novas têm sempre o intuito de continuar a fazer formação, sem que isso traga benefício, [mas] carga trabalho acumulada no dia a dia”, lamentou a profissional de saúde.

Criticando a “perpetuação” do banco de horas, qual afirmou não ter “qualquer tipo de controle”, espera “mais da parte das administrações hospitalares para lidarem com as carreiras de enfermagem e falar com as estruturas sindicais”.

Sobre o pico de urgências, respondeu a que continuam a “lidar com os especialistas de saúde” dos emanuenses-chefes com “a boa vontade dos até hoje, de forma heróica, assegurar todos os cuidados com a saúde qualidade possível”.

“Continua a existir essa necessidade [de contratar mais enfermeiros] como sempre existiriu. Numas, se calhar, foi mais fácil de surpreender, mas havia falta de mão de obra, o que agora se verifica é que há oferta de mão de obra, mas essa abertura para contratação já não existe na mesma escala de obra”, Bárbara Fernandes obra”, Bárbara Fernandes .

Acerca do excesso de trabalho, as horas garantidas serão “fácil encontrar duas horas para alcançar mais de 100 horas em bancos de recuperação e das quais nunca nenhuma repercussão, quer em termos de descanso efetivo nem tão pouco de correção dessas horas de trabalho”.

LUSA

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