Governo quer regresso da comparticipação dos cuidados termais

A comparticipação está suspensa desde 2011. O governo criou agora um grupo de trabalho que vai avaliar a viabilidade da medida.

O Governo criou um grupo de trabalho para avaliar o regresso da comparticipação dos cuidados de saúde termais, depois de ter sido suspensa em 2011, confirmou esta segunda-feira o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo.

Em declarações à margem da assinatura do protocolo do projeto piloto inserido no programa “Alimentação saudável”, em Santo Tirso, o governante confirmou a vontade do Governo de retomar uma comparticipação interrompida em 2011 com a chegada da “troika” a Portugal.

“Confirmo que está no Orçamento de Estado um artigo que recomenda ao Governo voltar a comparticipar os tratamentos termais”, afirmou Fernando Araújo dando conta da constituição de um grupo de trabalho envolvendo os ministérios da Saúde, Economia e Finanças para “avaliar as condições em que tal pode ser implementado”.

Da prescrição médica à conferência de faturas, passando pela avaliação de tabelas de preços compreensivos e o impacto que tal pode ter na saúde dos portugueses são os itens, segundo o secretário de Estado, que o grupo terá para análise.

“É importante ter a informação necessária para tomar decisões e a confiança de que esses tratamentos termais tenham impacto na saúde e em determinado tipo de patologias que reduza o acesso às urgências, consumo de medicamentos e meios complementares de diagnóstico”, acrescentou

Precisando que a alteração “será para um modelo diferente, mais exigente, mais rigoroso e que assente na mais-valia do ponto de vista médico”, Fernando Araújo garantiu que as “recomendações que o grupo de trabalho está a elencar irão ser avaliadas pelo Governo no sentido de cumprir com o que está no OE”.

“Acreditamos que as termas têm impacto em termos de saúde, queremos demonstra-lo e, com esses benefícios, incluir essas prestações em termos de comparticipação aos utentes”, concluiu Fernando Araújo que não se quis comprometer com uma data para o início das ajudas, mas que, segundo o Jornal de Notícias, poderá avançar no segundo semestre de 2018.

LUSA/SO

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