21 Jun, 2019

Governo confirma encerramento rotativo das urgências de obstetrícia em Lisboa

Presidente da República já pediu explicações. Ministério da Saúde garante que é uma situação que já ocorreu noutros anos. Parceiros do governo chamam ministra ao parlamento.

“Os trabalhos em curso versam sobre o encaminhamento de utentes pelo CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes – INEM), prevendo-se que estejam sempre garantidos os serviços de urgência externa de três das quatro maternidades abrangidas e apenas durante o período de verão, mantendo-se as restantes respostas nas quatro unidades sem alterações”, avança a mesma nota.

O Governo sublinha que “esta é uma situação que ocorre à semelhança de anos anteriores, em que a ARSLVT entende estudar, de forma proativa, medidas que garantam o funcionamento pleno das urgências dos hospitais da região na área da ginecologia/obstetrícia”.

O Ministério da Saúde “assegura” ainda que “as utentes terão garantidas todas as respostas de que necessitam, cabendo à ARSLVT informar com a devida antecedência a população sobre as medidas que venham a ser decididas”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse  esperar que o eventual fecho rotativo de urgências de obstetrícia em Lisboa seja “devidamente esclarecido e explicado”, para “serenar os espíritos das pessoas”.

O jornal Público avança  que as urgências de obstetrícia de quatro dos maiores hospitais de Lisboa vão estar encerradas durante o verão, fechando rotativamente uma de cada vez, devido à falta de especialistas. “Eu espero que seja devidamente esclarecido, explicado, para as pessoas perceberem exatamente como vai ser e para não terem depois as preocupações que vi aparecer”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

“Eu não tenho exatamente a memória, mas penso que já não é nem a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez, quando se aproxima o verão, se fala na hipótese de fecho de urgências, ou de obstetrícia ou de pediatria, enfim, várias especialidades, por causa problemas de funcionamento ou de falta de recursos humanos”, lembrou.

Sobre quem é que deve prestar esclarecimentos, Marcelo Rebelo de Sousa pensa que a ARS “vai explicar isso ao parlamento”.

O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) garantiu que as grávidas não vão andar de ambulância entre hospitais na região de Lisboa, durante o verão, período normalmente mais crítico de funcionamento hospitalar.

“O hospital que a gente diz como fechado, entre aspas, vai continuar a dar resposta à sua atividade programada. As senhoras vão continuar a ter lá os seus bebés em segurança e mesmo se houvesse uma urgência de uma pessoa que não viesse pelo CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) ou pelo INEM, teria a sua criança. Posso garantir que não vai haver grávidas de ambulância de hospitais para hospitais na região de Lisboa”, assegurou Luís Pisco à agência Lusa.

LUSA

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