1 Abr, 2021

França espera pico de infeções dentro de sete a dez dias

Na quarta-feira, 59.038 novos contágios e 303 mortes foram registados no país. Pico de infeções ainda não foi atingido.

O ministro da Saúde de França estima que o pico de infeções nesta terceira vaga de covid-19 no país seja alcançado em sete a dez dias e que o número de pacientes nos cuidados intensivos continue a crescer até ao final de abril.

Numa entrevista hoje à rádio France Inter, Olivier Véran explicou que “leva entre sete e dez dias para que as medidas sejam eficazes, para que a eficácia destas possa ser avaliada”.

“Se tudo correr bem”, demorará mais duas semanas para que esta redução das infeções tenha o seu efeito na redução do número de doentes nas unidades de cuidados intensivos, onde estão hoje 5.053 doentes, número superior ao pico da segunda vaga, em meados de novembro.

O ministro está convencido de que vai funcionar o novo regime de restrições, anunciadas na quarta-feira e que serão aplicadas a partir de domingo a todo o país, e não apenas aos 19 departamentos com maior incidência do SARS-CoV-2.

Para ilustrar, Véran disse que no sábado o aumento das infeções nesses 19 departamentos foi de apenas 1%, enquanto no resto do país o aumento foi de 20%. Na quarta-feira, 59.038 novos contágios e 303 mortes foram registados no país.

As restrições, anunciadas pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, na noite de quarta-feira, implicam na proibição de qualquer movimento para além de um raio de 10 quilómetros à volta de casa, a menos que haja um motivo válido, nomeadamente de trabalho, família ou saúde.

Todo o comércio não essencial ficará encerrado e escolas e faculdades ficaram fechadas por três a quatro semanas a partir de sábado.

Véran indicou que, com as projeções do Governo, as restrições que vigoram desde o final de outubro, com o encerramento de todos os estabelecimentos de convivência (bares, restaurantes, cinemas, teatros ou ginásios) poderão ser levantadas a partir de meados de maio.

Num horizonte mais distante, disse estar “convencido de que os franceses vão tirar férias neste verão” e que terão uma vida próxima da normalidade, embora tenha sido cauteloso quanto à possibilidade de fazer viagens ao estrangeiro.

LUSA

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