11 Nov, 2021

Falta de verbas deixa dezenas de doentes com Esclerose Múltipla sem fisioterapia

A Unidade de Neuroreabilitação da Delegação de Lisboa da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla corre o risco de fechar já em janeiro.

A falta de financiamento vai obrigar a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), a maior associação de apoio a doentes que sofrem desta doença degenerativa, a encerrar a Unidade de Neuroreabilitação da Delegação de Lisboa, serviço que inclui os tratamentos de fisioterapia e terapia da fala.

Em comunicado, a SPEM garante que chegou a um “ponto insustentável em que não consegue atender às necessidades financeiras que esta Unidade acarreta”, o que torna inevitável o seu encerramento. A associação, presidida por Alexandre Guedes da Silva, lembra que fez “um astronómico esforço financeiro que, nos últimos anos, tem sido assegurado para minimizar os danos e garantir a boa gestão da doença”. A Unidade, que dá resposta a 40 doentes, representa um custo anual de 70 mil euros e tudo aponta para que encerre as portas a 1 de janeiro de 2022.

A SPEM acusa o Instituto Nacional de Reabilitação de insensibilidade e queixa-se da “falta de respostas e apoios”. “O Estado não apoia porque entende que o SNS oferece o mesmo. Mas as pessoas não têm o acesso que deviam ter. O SNS disponibiliza 12 sessões por ano, os nossos utentes têm duas vezes por semana”, explicou Guedes da Silva, ao Correio da Manhã.

Também a DGS continua relutante em financiar a SPEM, tendo pedido um parecer jurídico de modo a avaliar um eventual apoio à associação.

SO

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