Estenose aórtica: Técnica TAVI reduz nível invasivo e complexidade do tratamento

A técnica estava reservada a doentes com estenose aórtica grave com risco cirúrgico aumentado, mas estudos recentes disponibilizam agora o procedimento a toda a população de doentes

Em comunicado, o coordenador do Projeto Valve for Life, da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), refere que a técnica minimamente invasiva de tratamento para a estenose aórtica grave (considera uma doença de “avós”) é, em 2020, uma alternativa para todos os doentes. Além de ser a única esperança de vida para os doentes cardíacos inoperáveis, esta opção é também a única solução médica capaz de lhes garantir uma boa qualidade de vida.

A técnica pioneira de implante percutâneo da válvula aórtica (TAVI), existente desde há mais de uma década, estava reservada a doentes com estenose aórtica grave com risco cirúrgico aumentado, usualmente com mais de 80 anos, o que corresponde a cerca de 5000 portugueses. Estudos recentes disponibilizam o procedimento minimamente invasivo a toda a população de doentes portadora de estenose aórtica grave e sintomática, especialmente nos doentes de menor risco, muitos deles com apenas 70