Enfermeiros mantêm greve mas vão reforçar equipas durante o Natal

Um dos sindicatos responsáveis pela greve cirúrgica (que já adiou mais de 9 mil cirurgias) apela aos enfermeiros para que reforcem as equipas, de modo a garantir a realização de cirurgias urgentes. As não urgentes devem continuar a ser adiadas.

Os enfermeiros não vão suspender as greves marcadas mas vão, por causa da época natalícia que se avizinha, reforçar as equipas a partir da próxima sexta-feira, dia 21, e até dia 25 de dezembro, de modo a garantir a realização de mais cirurgias consideradas urgentes durante este período.

Não são tréguas. O que nós vamos fazer, e o que fizemos, foi entregar nos conselhos de administração uma disponibilidade para que os enfermeiros ocupem os tempos de urgência que ainda estão vagos para aumentar o número de equipas”, disse, ao jornal Público, Luís Mós, do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal.

Num novo balanço da greve “cirúrgica”, feito esta segunda-feira pelo Sindepor (um dos sindicatos que convocou esta greve), estima-se que já terão sido adiadas cerca de 9 mil cirurgias. “Ao 18º dia de greve cirúrgica, mantemos o foco de toda uma classe de Enfermagem numa forma de luta que por si só, já será histórica” garante o sindicato, liderado por Carlos Ramalho.

Assim, este reforço das equipas de enfermagem durante o Natal não deve ter qualquer efeito positivo nas cirurgias programadas não-urgentes, que deverão continuar a ser adiadas. “Este reforço aplica-se apenas no caso de cirurgias de urgência que começam a acumular-se nos hospitais”, explica Luís Mós, acrescentando que caberá a cada enfermeiro decidir se quer ou não reforçar as equipas.

“Com a tolerância de ponto a 24 e 31 de Dezembro prevemos que as listas de urgência ainda aumentem mais, portanto decidimos apelar aos enfermeiros que estão nos hospitais para abrirem mais salas para que esses doentes possam ser operados”, diz Luís Mós, do Sindepor.

A chamada “greve cirúrgica” foi convocada pela Associação Sindical Portuguesa de Enfermeiros (ASPE) e pelo Sindepor e afecta desde 22 de Novembro os blocos operatórios de cinco dos maiores hospitais públicos do país.

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