23 Jun, 2020

EIT Health InnoStars premeia três consórcios de saúde portugueses

Uma plataforma para promover comportamentos saudáveis na obesidade, outra para detetar e prever quedas e a automonitorização da pressão arterial com recurso à câmara do ‘smarphone’ foram os três projetos nacionais distinguidos

Em comunicado, a EIT Health avança que o programa EIT Health InnoStars apoiou 15 projetos europeus de saúde “inovadores e promissores”, sendo que entre estes encontram-se três nacionais, designadamente da Universidade do Porto (UP).

Cada projeto receberá até 75 mil euros em 2020 para o desenvolvimento de “produtos ou soluções inovadoras”, bem como para a orientação e acesso à rede “dos principais ‘players’ da área da saúde na Europa”, garante a organização sem fins lucrativos da área de inovação em saúde.

Um dos projetos distinguidos foi o LIBRA, uma plataforma digital que visa “promover e sustentar comportamentos saudáveis na obesidade”, desenvolvido pela ‘spin-off’ Promptly Health da UP e do Centro Hospitalar Universitário de São João.

Também o projeto FRADE, desenvolvido pela Associação Fraunhofer Portugal Research, pela Escola Superior de Enfermagem do Porto e pela UP foi distinguido. A solução assenta numa plataforma de deteção, avaliação e prevenção de quedas e do seu risco.

O projeto ADHERENCE, desenvolvido pelo CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e pela ‘spin-off’ MEDIDA também foi premiado com uma solução de adesão ao tratamento da hipertensão e automonitorização da pressão arterial com recurso à câmara fotográfica de um ‘smartphone’.

 

Objetivo é “estimular o desenvolvimento de inovações na área da saúde” na região Norte.”

 

Citado no comunicado, Elísio Costa, coordenador do EIT Health Hub da Universidade do Porto, afirma que “trabalhamos constantemente na procura de novos talentos e convidamo-los a aproveitar as oportunidades oferecidas pelo EIT Health”, refere.

Na nota enviada, a organização esclarece que quase 40% dos projetos premiados assentam em soluções de ‘big data’, ‘cloud’, aplicações e plataformas móveis.

“Como os prestadores de cuidados de saúde criam e coletam diariamente uma enorme quantidade de informação na área da saúde, é urgente encontrar soluções para lhes permitir o acesso e interpretação desses mesmos dados”, lê-se.

Além dos três projetos portugueses, foram também distinguidos projetos da Roménia (quatro), da Itália (dois), da Eslovénia (dois), da Croácia (um), da República Checa (um), Letónia (um) e Lituânia (um).

Também citada no comunicado, Mónika Tóth, a manager do programa, afirma que o propósito é “promover a próxima geração de inovadores e apoiar o estabelecimento de novos negócios emergentes em saúde”.

SO/LUSA

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