4 Out, 2019

Nova guideline limita rastreio do cancro do cólon a indivíduos de alto risco

Pela primeira vez, uma norma de orientação clínica (NOC) recomenda que o rastreio do cancro colorretal não deve ser rotineiramente recomendado para todos os adultos de 50 a 79 anos.

Pela primeira vez, uma norma de orientação clínica (NOC) guideline recomenda que o rastreio do cancro colorretal não deve ser rotineiramente recomendado para todos os adultos de 50 a 79 anos. De acordo com os especialistas, este rastreio deve ser limitado a indivíduos com um nível elevado de risco.

A nova NOC, elaborada por um painel internacional de especialistas, e publicada esta semana no prestigiado British Medical Journal (BMJ) vai contra a opinião geral.

Atualmente, muitos países recomendam o rastreamento de rotina para todos os indivíduos com mais de 50 anos de idade (caso de Portugal). Mais recentemente, algumas NOC antecipam mesmo essa idade, recomendando o rastreio a indivíduos a partir dos 45 anos.

De acordo com as novas recomendações, o rastreio deve ser recomendado a adultos com um risco cumulativo de cancro de 3% ou mais a 15 anos, ponto em que o equilíbrio entre benefícios e danos favorece a triagem, dizem os autores, liderados por Lise Helsingen, Investigadora do Grupo de Investigação de Eficácia Clínica da Universidade de Oslo, Noruega.

O rastreio não é recomendado quando o risco cumulativo for inferior a 3%.

O cálculo do risco (mais de 15 anos) pode ser feito usando a calculadora online gratuita QCancer, aconselha o painel. “A escolha ideal para cada pessoa requer uma tomada de decisão compartilhada”, recomenda Helsingen em um e-mail enviado às redações.

A nova diretriz resulta de uma investigação que incluiu uma revisão sistemática dos ensaios de triagem – incluindo novos dados de três ensaios aleatorizados em que foi realizada sigmoidoscopia única.

Os resultados desses três estudos, recentemente publicados após 15 a 17 anos de acompanhamento, são o que impulsionou a nova NOCV, que integra a iniciativa “Recomendações Rápidas” do BMJ. O objetivo da revista é “acelerar” a criação de diretrizes baseadas em novas evidências.

“Pode levar anos para que novas evidências de pesquisa sejam consolidadas em novas recomendações de tratamento”, afirma o BMJ na sua página na Internet.

MMM/SO

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