4 Jan, 2019

Diabetes e disfunção erétil podem ter ligação genética

A predisposição genética para a diabetes tipo 2 poderá ser uma causa para a disfunção erétil, sugere uma nova investigação publicada na revista científica American Journal of Human Genetics.

A investigação analisou de forma aprofundada a relação entre a disfunção erétil e a diabetes, confirmando que existe uma causa genética para o aparecimento da doença urológica e que viver um estilo de vida mais saudável pode ajudar a reduzir o risco do seu aparecimento.

O estudo, conduzido pela Universidade de Exeter e pela Universidade de Oxford, analisou dados de mais de 220 mil homens, dos quais 6.000 tinham disfunção erétil.

Através de uma análise genética dos participantes, a equipa de investigadores descobriu que ter uma predisposição genética para o diabetes tipo 2 estava ligada à disfunção erétil, sustentando a ideia de que a diabetes pode ser uma causa para o desenvolvimento de problemas eréteis.

Em comunicado, a Dra. Anna Murray, da Universidade de Exeter Medical School, uma das autoras deste estudo, afirmou que “a disfunção erétil afeta pelo menos um em cada cinco homens com mais de 60 anos, mas até agora pouco se sabe sobre a causa. O nosso artigo remete para descobertas recentes que defendem que a causa pode ser genética e vai mais além. Descobrimos que a predisposição genética para a diabetes tipo 2 está ligada à disfunção erétil, o que pode significar que, se as pessoas reduzirem o risco de diabetes através de estilos de vida mais saudáveis, também podem evitar o desenvolvimento de disfunção erétil”.

Na mesma nota, o professor Michael Holmes, da Universidade de Oxford, um dos principais autores do estudo, disse: “A nossa descoberta é importante, uma vez que a diabetes pode ser evitada e, na verdade, pode-se alcançar a remissão de diabetes com perda de peso, como comprovado em ensaios clínicos recentes. Isto vai além de encontrar uma ligação genética para a disfunção erétil com uma mensagem que é de grande relevância para o público em geral, sobretudo considerando a crescente prevalência do diabetes”.

Mónica Abreu Silva 

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