11 Set, 2024

DGS equaciona fazer estudo nacional sobre comportamentos sexuais

A Direção-Geral da Saúde (DGS) está a equacionar fazer um estudo sobre os comportamentos sexuais da população portuguesa, após a Organização Mundial de Saúde (OMS) Europa ter lamentado a diminuição do uso de preservativos pelos adolescentes nos últimos anos.

DGS equaciona fazer estudo nacional sobre comportamentos sexuais

“É uma preocupação por aquilo que tem sido veiculado como um aumento de infeções sexualmente transmissíveis em toda a Europa e também em Portugal. Por isso, temos discutido este tema, não só a nível europeu, mas até no seio nacional, para implementar algumas medidas que sejam de curto prazo e depois mais tarde a médio prazo”, disse à agência Lusa a diretora-geral da Saúde,.

Rita Sá Machado foi questionada sobre o alerta da OMS Europa para os riscos de infeção e de gravidez indesejada em países desde o Canadá até à Ásia no final de agosto. “Estamos a trabalhar com os nossos parceiros, não só europeus, mas também nacionais nesse sentido e iremos ver qual é dimensão do fenómeno em Portugal. […] Aquilo que seria importante era realizar um estudo nacional de comportamentos mais associados à vida sexual e a comportamentos sexuais da população portuguesa”, realçou.

Rita Sá Machado sustentou que a análise nacional pode decorrer de “alguns estudos rápidos”, através de inquéritos locais.

As conclusões da OMS Europa constam do último relatório do organismo sobre o comportamento de saúde em crianças em idade escolar e foram retiradas de inquéritos a quase um quarto de milhão de jovens de 15 anos em 42 países, entre 2014 e 2022.

Entre os adolescentes sexualmente ativos inquiridos, a percentagem de rapazes que afirmaram ter usado preservativo na sua última relação sexual desceu para 61% em 2022, contra 70% em 2014. Entre as raparigas entrevistadas, o número caiu para 57% de 63% no mesmo período.

No geral, a proporção de adolescentes que relatou ter tido relações sexuais permaneceu “relativamente estável” desde 2014 – com um em cada cinco rapazes de 15 anos e 15% das raparigas da mesma idade a relatar ter tido relações sexuais. O número de rapazes diminuiu ligeiramente em relação a 2018, quando um em cada quatro declarou ter tido relações sexuais.

A OMS e os autores do relatório exortaram os decisores mundiais a fazer mais para melhorar a educação sexual dos jovens.

 

LUSA

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