17 Abr, 2020

Covid-19: Norte concentra 60% dos casos. ARS vai investigar

Administração Regional de saúde do Norte diz desconhecer o porquê de a região registar maior incidência de casos mas adianta que as autoridades e investigadores estão a trabalhar.

“É uma matéria que está a ser trabalhada pelas autoridades de Saúde, pelos investigadores e que, a seu tempo, deverá ser comunicado, mas de uma forma clara e cabal e com a solidez que se exige numa situação destas”, declarou esta manhã Ponciano Oliveira, vogal do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte).

À margem de uma visita às instalações do novo Centro de Acolhimento Covid Positivo, localizado no Hotel Premium do concelho da Maia, distrito do Porto, Pociano Oliveira escusou-se, contudo, a adiantar aos jornalistas as hipóteses que estão em estudo pelas autoridades de saúde e pelos investigadores científicos sobre essa maior incidência de casos confirmados positivos para covid-19 na região Norte.

“Estar aqui a adiantar causas para essa situação seria um mero exercício especulativo ainda sem grande solidez científica e que não teria grande utilidade para a informação que se passa. (…) O tema que nós estamos aqui a abordar é demasiado delicado para estarmos publicamente a falar das hipóteses que poderiam ou que poderão explicar [o porquê de haver mais infetados com covid-19 no Norte de Portugal]”, declarou aos jornalistas.

Apesar de afirmar que a “região Norte é onde se tem sentido o maior efeito da pandemia”, designadamente no concelho da Maia, o vogal da ARS Norte refere que “não existem grandes certezas relativamente à forma como se expande este vírus e esta epidemia”.

As novas instalações do Centro de Acolhimento Covid Positivo da Maia tinham ao dia de hoje quatro doentes alojados na unidade hoteleira a serem tratados por uma equipa multidisciplinar.

Questionado sobre quais os utentes que poderiam ser tratados no Centro de Acolhimento Covid Positivo, com capacidade para 80 pessoas, Ponciano Oliveira afirmou que quem define essa organização são, numa primeira linha, as autoridades municipais.

“A organização neste tipo de respostas cabe numa primeira linha às autoridades municipais. O sistema está montado para sempre que forem necessários os equipamentos municipais para o efeito das altas hospitalares ou até de garantir condições de isolamento às pessoas que não a possuam essa lógica é organizada em termos municipais”, explicou

O vogal da ARS Norte acrescentou, todavia, que sempre que não exista a capacidade num determinado município da existência de um hotel especial com capacidade para receber doentes com alta hospitalar, a decisão pode “subir ao Comando Distrital de Proteção Civil e, nessa ótica, haver monitorização supra concelhia dos equipamentos que existam em cada concelho”.

SO/LUSA

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