Covid-19: Médicos luso-venezuelanos disponíveis para ajudar
21 médicos luso-venezuelanos estão disponível para ajudar, se os “problemas burocráticos” com o reconhecimento das habilitações forem ultrapassados.

Em carta dirigida ao primeiro-ministro, à ministra da Saúde e à diretora-geral da Saúde (DGS), a que a Lusa teve hoje acesso, a Associação de Médicos de Origem Luso-Venezuelana (ASOMELUVE) responde “presente” ao repto lançado pelas autoridades de saúde, que pediu a todos os médicos, incluindo os reformados, que ajudem a combater a pandemia de Covid-19.
“Estamos disponíveis para ajudar o Ministério da Saúde, a DGS e o Governo português a ultrapassar esta situação difícil que assola Portugal”, escrevem os médicos luso-venezuelanos, realçando que, para tal, basta que as suas habilitações sejam reconhecidas pelo sistema português.
“Pese embora a nossa vontade de fazer mais, e colocar a nossa formação e conhecimentos adquiridos na Venezuela ao serviço do nosso país, estamos legalmente impedidos de o fazer. Isto porque temos tido problemas burocráticos, com o reconhecimento das nossas habilitações”, alertam.
Segundo contabilizam, além dos 21 médicos referidos na carta, há mais uma centena de profissionais de “diversas especialidades”, formados na Venezuela, que se viram obrigados a realizar outros trabalhos em Portugal, por não poderem exercer.
“Somos recursos humanos válidos, formados e preparados, que aqui estamos dispostos a apoiar Portugal neste momento delicado”, afirmam.
A Europa é agora o novo epicentro da epidemia, primeiro detetada na China, em dezembro.
SO/LUSA













