14 Mai, 2026

Covid-19: Autoridades defendem decisões de vacinação baseadas em evidência e garantem transparência

Infarmed e Direção-Geral da Saúde reafirmaram no Parlamento que as decisões sobre a vacinação contra a covid-19 foram tomadas com base em evidência científica e ensaios clínicos, garantindo segurança, transparência e adaptação contínua durante a pandemia.

Covid-19: Autoridades defendem decisões de vacinação baseadas em evidência e garantem transparência

O presidente do Infarmed, Rui Ivo, garantiu no Parlamento que todas as decisões relativas à vacinação contra a covid-19 foram tomadas com base na evidência científica disponível e nos resultados dos ensaios clínicos, sublinhando que nunca foram ultrapassadas etapas de segurança.

Na audição na comissão parlamentar de Saúde, Rui Ivo afirmou ainda que a avaliação das vacinas seguiu os mesmos princípios aplicados a outros medicamentos, embora com adaptações impostas pela emergência sanitária.

“As decisões são tomadas com base na evidência do mundo real e os estudos mostram que as vacinas têm um perfil de segurança muito bom e adequado à sua utilização”, referiu.

O responsável destacou que o acompanhamento das vacinas foi mais frequente do que o habitual, com relatórios regulares de segurança e revisões constantes das recomendações, nomeadamente em função de novos dados sobre eficácia e efeitos adversos.

Também presente na audição, a ex-diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, reforçou que as vacinas utilizadas tinham autorização de introdução no mercado baseada numa avaliação rigorosa de risco-benefício, e que o processo de aquisição foi coordenado a nível europeu.

Segundo explicou, as orientações técnicas foram sendo ajustadas ao longo do tempo, em função da evolução epidemiológica, das variantes do vírus e da monitorização de reações adversas.

Graça Freitas recordou ainda o impacto da pandemia, que durou cerca de 1.150 dias e provocou 26.655 mortes em Portugal, sublinhando que, nos períodos mais críticos, o risco associado à infeção era significativamente superior ao risco associado à vacinação.

“A complicação de uma infeção seria superior à complicação esperada da vacina”, afirmou, defendendo que a decisão de vacinar assentava numa avaliação clara de risco-benefício.

Ambos os responsáveis salientaram ainda que a comunicação com a população foi contínua e transparente, e que a estratégia de vacinação europeia permitiu acesso equitativo às vacinas em tempo útil.

Rui Ivo acrescentou que os contratos com as farmacêuticas foram celebrados com mecanismos de partilha de risco e antes da aprovação formal das vacinas, garantindo rapidez no acesso quando houve autorização das autoridades reguladoras.

Os dois responsáveis reconheceram que o processo teve limitações, mas destacaram a cooperação inédita entre instituições nacionais e europeias como fator determinante para a resposta à pandemia.

LUSA/SO

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