25 Mai, 2022

“Contabilizamos em Portugal cerca de 1000 casos de melanoma por ano”

O dermatologista, que é também coordenador do Centro de Dermatologia do Hospital CUF Descobertas, sublinha a importância do diagnóstico precoce. "Um melanoma com uma baixa espessura tem uma taxa de cura nas ordem os 90%, quando detetado de forma precoce".

O médico dermatologista João Maia da Silva destacou a importância do rastreio do melanoma numa fase precoce, de modo a aumentar a taxa de cura da doença. Convidado do programa Sociedade, da Antena 1, no âmbito do Dia do Euromelanoma, que se assinalou a 11 de maio, o especialista alertou ainda para a necessidade do uso de protetor solar não só na praia, mas nas restantes atividades quotidianas que impliquem exposição solar.

“É um tumor que se vê, pelos que as pessoas podem rastreá-lo e procurar ajuda numa fase precoce, o que faz toda a diferença. Um melanoma com uma baixa espessura tem uma taxa de cura nas ordem os 90%, quando detetado de forma precoce”, disse o coordenador do Centro de Dermatologia do Hospital CUF Descobertas.

João Maia da Silva sublinha que “as pessoas associam a exposição radiação ultravioleta só quando vão para a praia e esquecem-se que no seu local de trabalho ou atividades lúdicas estão expostas a ela”.

Recentemente, a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia desenvolveu campanhas junto de uma população bastante exposta ao sol, os agricultores. Perante a pergunta sobre se usam protetor solar na praia, 70% respondeu que sim. “Mas quando questionados sobre o uso de protetor solar no local de trabalho, apenas 17% responde que sim. No entanto um agricultor apanha menos sol cumulativo na praia do que no local de trabalho”.

A mesma lógica se aplica a muitos outras profissionais, em que o contacto com o sol é prolongado. “A mensagem não é não apanhar sol mas conviver de forma saudável com o sol”, disse João Maia da Silva.

SO

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