31 Out, 2018

Conhece os benefícios da carne de coelho?

Pobre em calorias, esta carne branca tem minerais que fortalecem o coração, vitaminas que fornecem energia e proteínas essenciais. Uma campanha apoiada pela Comissão Europeia quer voltar a colocar o coelho à mesa dos portugueses.

 

Na foto, Espetadas de Coelho com pimentos pádron e cebolinhas

 

Para quem não consegue conceber uma alimentação sem carne, e, ainda assim, quer seguir uma dieta saudável e com a menor quantidade possível de gordura, resta um conselho: reduzir ao mínimo o consumo de carnes vermelhas e preferir as brancas – entre elas, a carne de coelho. É esta a sugestão da nutricionista Helena Real, que sublinha a versatilidade e as potencialidades nutricionais desta carne.

“É uma carne que fornece proteínas de alto valor biológico. Ou seja, são as chamadas proteínas completas, que nos fornecem tudo aquilo que precisamos.  Depois, é uma carne que é boa fornecedora  de vitaminas do complexo B, muito associadas à gestão de energia do nosso organismo. É também fornecedora de minerais como o potássio e o fósforo, importantes para a função cardiovascular”, enumera Helena Real.

A nutricionista alerta que é importante limitar o consumo de gorduras, presentes nas carnes de vaca ou de porco. No entanto, “deve haver espaço na nossa alimentação para a presença de carnes enquanto fornecedores de proteínas”, afirma, acrescentando que as carnes brancas são “mais limpas de gordura”. É nestas que se inclui a carne de coelho, à semelhança da de frango ou da de perú.

O coelho, cozinhado de diversas formas, é um prato típico da cozinha portuguesa (ou, pelo menos, costumava ser). Parte integrante, há vários séculos, da dieta mediterrânica, o coelho tem vindo a ser relegado para fora da mesa dos portugueses. Em pouco mais de 10 anos, o consumo caiu cerca de 16% na Peninsula Ibérica, segundo dados da Associação Portuguesa de Cunicultura (ASPOC).

Face a este declínio abrupto da procura, o responsáveis do setor pediram ajuda a Bruxelas. A resposta da Comissão Europeia foi positiva e no terreno está agora uma campanha (apoiada com quase cinco milhões de euros de fundos comunitários) para promover o consumo de carne de coelho em Portugal e Espanha durante três anos. O presidente da ASPOC, Firmino Sousa, diz que o objetivo desta ação “é reposicionar a carne de coelho na escolha dos portugueses”. Uma carne que, sublinha, ” é de fácil digestão, tem um baixo teor de sódio e, em termos energéticos, tem muito poucas calorias (117 por cada 100 gramas).”

 

Coelho à brás

 

A estratégia para relançar a carne de coelho passa também pela forma como esta é apresentada nos talhos. “O coelho estava ligado à compra de uma carcaça. Com esta campanha, demos um impulso muito grande a novas formas de apresentação e de corte da carne, que facilitem a sua confeção. É uma carne muito fácil de confecionar”, reforça Firmino Sousa. “Uma das coisas que as pessoas se queixam é o facto de ser vendido o animal inteiro”, concorda Helena Real, o que, diz, acaba por desencorajar o consumo.

Por isso, o setor vai agora apostar na venda em peças, tentando conquistar os consumidores mais jovens, que se têm vindo a afastar desta carne. “Sem dúvida que essa facilidade de venda é importante para podermos chegar a outro tipo de públicos que não tem tanta vontade de chegar a casa e fracionar o coelho”, antecipa a nutricionista.

Helena Real salienta a versatilidade desta carne, que pode ser confecionada de “variadíssimas formas e acaba por promover também uma grande diversidade de apresentação”. No site da campanha estão, aliás, disponíveis dezenas de receitas feitas com coelho. Para além disso, o coelho é uma opção económica e que pode ser consumido em qualquer faixa etária.

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