13 Dez, 2019

Avança a concentração de urgências em Lisboa. “É imprescindível”, diz ministra

Marta Temido sublinha as vantagens do modelo para o SNS - que pode entrar em vigor já no próximo verão - e admite a profissionalização das equipas de urgência.

A ministra da Saúde admite apostar na concentração dos serviços de urgência em vários zonas do país, nomeadamente na área da grande Lisboa. O modelo, que está em vigor no Porto há vários anos na área pediátrica, permite, sublinha Marta Temido, aumentar a articulação entre os hospitais e terá ainda outra vantagens, como racionalizar os (escassos recursos) humanos do SNS e potenciar ganhos de escala, com vista a uma redução dos custos.

Em entrevista ao jornal Público, e quando confrontada com a possibilidade de ser instituído um novo modelo nas urgências pediátricas, a ministra foi mais longe: “Não falando só das urgências pediátricas, mas falando em termos mais genéricos, é imprescindível que esse modelo de urgências mais concentradas, mais articuladas, mais a funcionar em termos regionais, seja seguido em todos os sítios do país”.

Marta Temido admite que a mudança de modelo não vai acontecer no Natal – período em que as urgências vão ter de suportar o pico de afluência provocado pela gripe – mas aponta para que mudança de modelo organizacional das urgências possa começar a ser implementada no próximo Verão, a tempo de evitar outro período de férias marcado pela falta de profissionais.

Ainda nesta área, a ministra assume a hipótese de profissionalizar as equipas de urgência, criando assim, “equipas fixas e o mais dedicadas possível”. Já quanto à eventual criação de uma especialidade de urgência (que existe em vários países), Marta Temido remete a decisão para a Ordem dos Médicos.

TC/SO

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