21 Jun, 2018

Aumentaram (ainda mais) as faltas ao trabalho no SNS

Nova subida em 2017, na ordem dos 2,4% dos dias de trabalho perdidos, confirma SNS como o serviço público com a maior taxa de absentismo. Enfermeiros foram os que registaram o maior número de ausências ao serviço.

As faltas ao trabalho dadas pelos profissionais de saúde totalizaram quase 3,8 milhões de dias em 2017, mais 2,4% do que no ano anterior, a maioria devido a doença, mas também pelas greves, revelam dados do Ministério da Saúde.

As principais causas de absentismo foram a doença (46,3%) e a proteção na parentalidade (32,9%), que no total deram origem a mais de 2,9 milhões de dias de ausência ao trabalho, segundo o Relatório Social do Ministério da Saúde, divulgado esta semana. Os acidentes em serviço e doenças profissionais foram responsáveis por cerca 170 mil dias perdidos, um decréscimo de 13,1% face ao ano anterior.

As ausências ao trabalho por motivos de greve totalizaram 120.886 dias, representando o maior aumento face ao ano anterior (76,6%), destaca o documento, que observa ainda um acréscimo de 26,3% das faltas injustificadas, que somaram 21.048 dias, mais 4.379 dias face a 2016.

Em sentido inverso, o relatório realça “a diminuição significativa” ocorrida nos dias de trabalho perdidos por cumprimento de pena disciplinar (-32,6%). À semelhança dos anos anteriores, os enfermeiros foram os que registaram o maior número de ausências ao serviço (1,3 milhões de dias), seguidos dos assistentes operacionais (951.742) e dos médicos (441.806).

Os assistentes operacionais registaram o maior número de dias de trabalho perdidos por motivo de doença e de acidentes em serviço, seguidos, em ambos os motivos, dos enfermeiros, refere o documento.

Relativamente às ausências por motivos relacionados com a proteção da parentalidade, mais de 50% dizem respeito aos enfermeiros, “o que, naturalmente, está relacionado com o facto de se tratar de um grupo profissional predominantemente feminino e com uma idade média baixa”, sublinha.

Em 2017, ocorreram 6.951 acidentes com profissionais de saúde, 88% dos quais aconteceram no local de trabalho e 12% no itinerário para o trabalho. Os 3.980 acidentes com baixa deram origem a 100.789 dias de trabalho perdidos.

Desde 2014, tem-se vindo a assistir a um acréscimo do absentismo: 3.053.005 dias perdidos em 2014, 3.394.120 no ano seguinte, 3.698.608 em 2016 e 3.788.556 no ano passado.

LUSA / SO

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