18 Jun, 2021

Amadora-Sintra perto de começar a suspender atividade não-Covid

Alerta é feito pela diretora do serviço de Infecciologia. Com os internamentos por Covid-19 a aumentarem há vários dias, os hospitais têm de realocar camas e profissionais.

Com os hospitais da região de Lisboa em alerta perante o aumento significativo das infeções por SARS-CoV-2 e dos internamentos, a diretora do serviço de Infecciologia do Amadora-Sintra lança um aviso. “Se for ocupada mais uma cama, enchemos a enfermaria e para receber mais doentes teremos de comprometer a atividade não covid”, disse Patrícia Pacheco em declarações ao Expresso.

A média de idades dos internados é agora mais baixa. No Hospital Amadora-Sintra situa-se nos 60 anos. Apesar de o tempo médio de internamento ter diminuído (é agora inferior a dez dias), a especialista sublinha que o hospital tem internado pessoas na casa dos 20 anos, “sem rigorosamente nada que justifique os quadros graves”.

Mesmo entre quem já se encontra vacinado o risco existe. “Cerca de 30% dos internados, em enfermaria e cuidados intensivos, tomaram uma dose vacinal e temos idosos com o esquema completo. Aliás, temos uma idosa que morreu com pneumonia Covid mesmo tendo tomado as duas doses”, destacou Patrícia Pacheco, acrescentando que os profissionais estão a “viver este aumento com algum stresse pós-traumático”.

Segundo a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a meio da semana as enfermarias Covid dos hospitais de Lisboa tinham já 58% das camas cheias e nos cuidados intensivos a ocupação chegava aos 60%. Perante o aumento da pressão, os hospitais veem-se agora obrigados a aumentar a capacidade para doentes Covid, realocando camas e recursos humanos.

Na quarta-feira, o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (a que pertence o Santa Maria) aumentou de 21 para 42 as camas em enfermaria e as camas de cuidados intensivos de 8 para 14. O São José e o Curry Cabral também já fizeram o mesmo.

SO

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