Opinião | Tesoureiro da Direção da SPDV e Membro da Comissão Organizadora e Científica do XX Congresso Nacional

“A nossa reunião presencial é um tributo aos muitos Portugueses que se vacinaram contra a covid-19”

O Congresso Nacional é o clássico ponto de encontro de todos os Dermatologistas do nosso país. Este adquire particular relevo, por ser um redondo vigésimo e o primeiro presencial na atual situação pandémica.

É, em certa medida, um tributo aos muitos Portugueses que se disponibilizaram a vacinar-se contra a covid-19, bem como à equipa que coordenou essa vacinação, e que possibilitou que esta reunião pudesse ser presencial, uma vez que, embora enfrentando uma 5.ª vaga em termos de incidência, o número de casos graves é, para já, manejável para o SNS, em contraste com muitos outros países europeus que foram desde já forçados a encetar medidas mais restritivas. Este panorama teve repercussões internacionais que, no caso do nosso congresso, se traduzem na disponibilização manifestada por colegas estrangeiros de renome e desempenhando cargos importantes em organizações ligadas à nossa especialidade, em estarem fisicamente presentes neste congresso e participarem como conferencistas.

Mais uma vez, o contributo dos diferentes serviços de Dermatologia do país foi muito significativo, através da apresentação de inúmeros trabalhos científicos, os quais, de forma inédita, foram agrupados no programa por diferentes áreas temáticas e de subespecialidade, que incluem algumas emergentes, de modo a permitir uma melhor seleção de interesse por parte dos participantes. Não faltarão, adicionalmente, os simpósios de atualização a cargo de grupos especializados da nossa sociedade e as novidades em diferentes áreas da nossa especialidade, com que colegas conferencistas nos contemplarão, bem como uma sessão de reflexão sobre o futuro da nossa prática dermatológica em diferentes contextos. A comissão científica não pode igualmente esquecer a contribuição dos distintos colegas moderadores e de avaliação dos pósteres, na elevação científica do nosso congresso.

Será, igualmente, uma oportunidade para homenagearmos os colegas que presidiram à nossa sociedade e de entronizar outros dois, estrangeiros, que demonstram ser verdadeiros amigos da Dermatologia Portuguesa. Tudo isto sob os auspícios de uma Comissão de Honra repleta de insignes colegas que contribuíram e que continuarão a contribuir para o engrandecimento da nossa especialidade.

A Indústria também anuiu em força, com destaque para a participação de vários simpósios satélite, versando as mais recentes inovações terapêuticas em áreas clínicas-chave, demonstrando o interesse da nossa especialidade no cuidar dos nossos doentes.

Assim, todos os colegas são convidados a participar e serão muito bem-vindos, num ambiente acolhedor, servido por um programa científico e social selecionado e desenrolando-se num espaço privilegiado que é o Convento de S. Francisco, na bonita e sapiente cidade de Coimbra. A adoção das medidas cautelares e dos cuidados que presidiram à última reunião Primavera, que decorreu sem incidentes, contribuirão certamente para secundarizar, sem a esquecer, a presença da doença que já se conhece e que não vale a pena destacar.

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