Gavião prepara seguro de saúde gratuito para os munícipes maiores de 18 anos
A Câmara Municipal de Gavião está a preparar a disponibilização de um seguro de saúde gratuito para os residentes recenseados no concelho, com idade igual ou superior a 18 anos. A medida, que deverá entrar em vigor no início de dezembro, prevê uma adesão inicial de 1.500 pessoas e pretende melhorar o acesso aos cuidados de saúde.

A Câmara Municipal de Gavião, no distrito de Portalegre, está a desenvolver um seguro de saúde destinado à população adulta recenseada no concelho, com o objetivo de facilitar o acesso a consultas, exames e outros serviços de saúde complementares aos disponibilizados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Segundo o presidente da autarquia, António Severino, o seguro será totalmente gratuito para os beneficiários e estará disponível para todos os munícipes recenseados com 18 ou mais anos.
Em declarações à agência Lusa, o autarca explicou que o processo de contratação pública já foi concluído, estando ainda por finalizar o regulamento municipal que permitirá avançar com a implementação da medida.
“Já fizemos a contratação pública do mesmo [seguro de saúde] e agora estamos à espera de terminar o regulamento municipal e, só depois disso, vamos colocar ao dispor para as pessoas acederem gratuitamente”, afirmou.
O plano contratado contempla diferentes serviços complementares ao SNS, incluindo consultas de clínica geral e de especialidade, exames médicos, enfermagem ao domicílio, aconselhamento médico telefónico gratuito e descontos em farmácias, entre outras vantagens.
António Severino acredita que estas condições poderão representar uma melhoria significativa no acesso aos cuidados de saúde, sobretudo para a população mais envelhecida. “Tem um conjunto de valências que penso que vai ser benéfico para a população, principalmente para a mais idosa”, salientou.
A autarquia prevê que o seguro esteja disponível no início de dezembro, após a aprovação do respetivo regulamento pela Assembleia Municipal. O contrato terá renovação anual.
Numa primeira fase, o município estima que cerca de 1.500 pessoas adiram à iniciativa. Cada adesão representa um custo aproximado de 48 euros, integralmente suportado pela Câmara Municipal.
Medida pretende combater dificuldades no acesso à saúde
Num concelho com cerca de 3.500 habitantes, o presidente da autarquia considera que o seguro poderá ajudar a minimizar as dificuldades decorrentes da falta de médicos e, simultaneamente, incentivar a fixação e o recenseamento de pessoas que já residem no território.
Segundo António Severino, existem habitantes que, devido à insuficiência de respostas na área da saúde, optam por não se recensear no município. A disponibilização deste benefício poderá contribuir para alterar essa realidade.
“Eu acho que esta medida vai fazer com que as pessoas pensem um bocadinho melhor para ficarem cá recenseadas”, afirmou.
O autarca destacou ainda as dificuldades económicas enfrentadas por uma parte significativa da população, particularmente pelos idosos, para suportar os custos de exames complementares realizados em clínicas privadas, aos quais acrescem, muitas vezes, as despesas de deslocação.
As reformas reduzidas e os encargos associados ao acesso a estes serviços levam, em alguns casos, ao adiamento ou à não realização de exames necessários.
“As pessoas sentem isso na carteira e muitas vezes deixam de fazer esses exames, as reformas são baixas e isto [seguro de saúde], penso que vai fazer também a diferença”, concluiu António Severino.
LUSA/SO
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