14 Jul, 2026

Estudo em Coimbra alerta para complicações graves em adultos com vírus sincicial respiratório

O estudo conclui que 48,7% dos doentes internados por causa do vírus sincicial respiratório desenvolve falência respiratória, mais de 60% apresentam infeções bacterianas secundárias e a taxa de mortalidade intra-hospitalar atinge 17,8% das pessoas internadas.

Estudo em Coimbra alerta para complicações graves em adultos com vírus sincicial respiratório

Um estudo que analisou internamentos por infeção respiratória na ULS de Coimbra concluiu que quase metade dos doentes com vírus sincicial respiratório (VSR) desenvolve complicações graves e taxa de mortalidade é de 17,8%. De acordo com uma nota de imprensa, o estudo analisou 24 mil internamentos de adultos por infeção respiratória entre 2018 e 2024, com 2.257 a terem sido causados pelo VSR.

O estudo conclui que 48,7% dos doentes internados por aquele vírus desenvolve falência respiratória, mais de 60% apresentam infeções bacterianas secundárias e a taxa de mortalidade intra-hospitalar atinge 17,8% das pessoas internadas. “Os dados acabam por ser surpreendentes, porque mostram o impacto em número de internamentos e na mortalidade. Este é um vírus conhecido pelas bronquiolites nas crianças, mas nos adultos não tínhamos tanto a noção do seu impacto”, afirmou à agência Lusa o investigador principal do estudo e pneumologista da ULS de Coimbra, Tiago Alfaro.

Segundo o especialista, “há muita coisa a fazer em relação a este vírus”, nomeadamente alertar para o impacto da doença nos adultos, sobretudo acima dos 60 anos (91% das pessoas internadas tinham mais de 60 anos e mais de metade apresentava doenças crónicas). De acordo com Tiago Alfaro, os internamentos ocorrem sobretudo no inverno, na mesma altura em que se registam infeções de gripe.

A prevenção é similar àquilo que é recomendado em relação à gripe, como o uso de máscaras em períodos de maior carga da doença, lavagem de mãos e evitar zonas com muitas pessoas, acrescentou. “O mais importante é a vacinação”, vincou, referindo que as vacinas para este vírus, relativamente novas em Portugal, têm uma duração de pelo menos três anos, não sendo ainda comparticipadas.

SO/LUSA

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