Partos em Portugal sobem 3,7% em 2025 e retomam tendência de crescimento, revela INE
Portugal registou mais de 87 mil partos em 2025, um aumento de 3,7% face ao ano anterior, depois da quebra em 2024. O crescimento foi generalizado no país, com destaque para o Norte, que contribuiu para quase metade da subida, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

Portugal registou 87.130 partos em 2025, mais 3.071 do que em 2024, o que representa um crescimento de 3,7% e o regresso à tendência de subida interrompida no ano anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A publicação “Estatísticas dos partos” indica que este aumento contraria a quebra observada entre 2023 e 2024, retomando o movimento de crescimento iniciado em 2022.
O INE destaca ainda o aumento da proporção de partos de mães de nacionalidade estrangeira, que passou de 26,3% em 2024 para 28,8% em 2025. Estas parturientes concentram-se sobretudo em municípios do Algarve e da Grande Lisboa.
O conjunto de nacionalidades estrangeiras mais representadas manteve-se estável, com destaque para o Brasil, que representou 10,5% do total de partos em 2025.
Do total registado, 99,7% dos partos (86.869) ocorreram em mães residentes em Portugal e 0,3% (261) em mães residentes no estrangeiro, proporções semelhantes às dos últimos anos.
Todas as regiões do país registaram aumentos entre 2024 e 2025, à exceção da Região Autónoma da Madeira, onde se verificou uma descida de 3,3%.
Nas restantes regiões, o Norte destacou-se com um crescimento próximo de 6%, seguido de aumentos em torno de 5% no Centro, na Península de Setúbal e na Região Autónoma dos Açores.
Em termos de contributo para o aumento global, a região Norte foi responsável por quase metade da subida nacional, com 1,8 pontos percentuais dos 3,7% registados.
O maior volume de partos de residentes concentrou-se no Norte (29,8%) e na Grande Lisboa (25,6%), seguindo-se o Centro (13,7%), a Península de Setúbal (9,7%) e o Oeste e Vale do Tejo (7,7%).
Os dados mostram também uma tendência prolongada de adiamento da maternidade: entre 2003 e 2025, a proporção de partos de mães com 35 ou mais anos passou de 17,2% para 32%.
Em 2025, os partos gemelares foram mais frequentes entre mães com 35 ou mais anos, que representaram 40,4% destes casos, enquanto nos partos simples a proporção neste grupo etário foi de 31,9%.
No que respeita à duração da gravidez, 92,5% dos partos simples resultaram de gestações superiores a 37 semanas. Nos partos gemelares, essa proporção desce para 37,9%, com 52,6% a ocorrer entre as 32 e as 36 semanas.
Quanto ao tipo de parto, os dados indicam que os partos distócicos — incluindo cesarianas e intervenções instrumentais — representam mais de metade dos partos hospitalares desde 2009.
Em particular, as cesarianas aumentaram de 27,1% em 1999 para 38,6% em 2024, no total de partos realizados em hospitais.
Em 2025, 98,5% dos partos ocorreram em estabelecimentos hospitalares, 1% no domicílio e 0,5% noutros locais.
Quase todos os partos foram assistidos por profissionais de saúde: 72,3% por médicos e 26,7% por enfermeiras parteiras, representando uma cobertura assistencial praticamente total.
LUSA/SO
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