INEM assegura resposta aérea após fecho do heliporto de Matosinhos
O INEM garantiu que ativou de imediato alternativas ao heliporto do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, após o seu encerramento por decisão da ANAC, assegurando a continuidade da emergência médica aérea sem interrupções.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) garantiu que ativou soluções alternativas assim que foi informado do encerramento do heliporto do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, evitando qualquer interrupção na resposta aérea de emergência médica.
Em resposta à Lusa, o INEM explicou que, de acordo com informação transmitida pelo hospital, o heliporto se encontra temporariamente suspenso por determinação da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).
“O INEM ativou de imediato soluções alternativas, garantindo a continuidade da resposta aérea de emergência médica, sem qualquer interrupção do serviço”, refere a entidade, acrescentando que o Serviço de Helicópteros de Emergência Médica continua a utilizar locais já anteriormente usados, nomeadamente o heliporto do Hospital de São João, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro e o heliporto da Corporação de Bombeiros de Baltar.
O INEM aguarda agora comunicação do Hospital Pedro Hispano relativa à reabertura do heliporto.
O encerramento do heliporto, pertencente à Unidade Local de Saúde de Matosinhos, deve-se à existência de obstáculos nos canais de aproximação, descolagem e aterragem, que colocam em risco a segurança da operação.
Num documento a que a Lusa teve acesso, assinado pela diretora do serviço de gestão de risco da ULS Matosinhos, é explicado que, após visitas e reuniões técnicas com a ANAC, foi concluído que a localização atual do heliporto “não é a melhor, dada a sua envolvente”. O relatório refere ainda que não é possível alterar a orientação dos canais de aproximação, sendo sugerida a transformação do heliporto de superfície num heliporto elevado, com cerca de 10 metros de altura.
O heliporto do Hospital Pedro Hispano é utilizado sobretudo para receber helitransportes com doentes destinados aos hospitais da Unidade Local de Saúde São João e da Unidade Local de Saúde Santo António, no Porto.
Entretanto, o presidente da Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar, Carlos Silva, alertou para os impactos do encerramento, sublinhando que existem várias estruturas no país sem condições adequadas para receber helicópteros e lamentando a ausência de estudos sobre o impacto real destas limitações na resposta da emergência médica.
A Lusa solicitou esclarecimentos à ANAC e aguarda resposta.
LUSA/SO
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