14 Set, 2025

Dermatite atópica. ADERMAP lança Guia para promover inclusão das crianças na escola

O Dia Mundial da Dermatite Atópica assinala-se, hoje, e para dar a conhecer melhor a doença, a ADERMAP – Associação Dermatite Atópica Portugal lança o “Guia Prático sobre Dermatite Atópica para Pais e Educadores”.

Dermatite atópica. ADERMAP lança Guia para promover inclusão das crianças na escola

“Dirigido a pais, encarregados de educação e professores do 1.º ciclo, o Guia tem como objetivos apoiar e esclarecer famílias que recebem o diagnóstico de dermatite atópica (DA) numa criança, reunindo informação fidedigna, estratégias práticas para o dia a dia e ferramentas para promover a sensibilização e a inclusão escola”, informa a ADERMAP em comunicado.

A DA é uma doença inflamatória crónica da pele que afeta entre 15% e 20% das crianças em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que entre 225.000 e 300.000 crianças vivam com esta doença, caracterizada por secura intensa, prurido, inflamação e impacto significativo na qualidade de vida. Para além dos sintomas físicos, a DA pode condicionar o sono, a autoestima e a integração escolar, afetando a criança e toda a família.

O Guia reúne informação essencial sobre a doença, sobre cuidados diários, recomendações baseadas em evidência científica e apoio emocional. Inclui ainda um destacável para entrega à escola, com indicações sobre sintomas, cuidados a manter e contactos de emergência, facilitando a colaboração entre famílias e professores.

De acordo com Joana Camilo, presidente da ADERMAP, “mais do que um conjunto de orientações práticas, este recurso pretende ajudar a aproximar e a dar esperança, para que ninguém se sinta sozinho nesta jornada”. Como acrescenta: “Ao aproximar famílias e educadores, com o apoio de profissionais de saúde, estamos a contribuir para uma rede de empatia e conhecimento que pode transformar a forma como a sociedade compreende o que é viver com DA”.

Já para Pedro Mendes Bastos, dermatologista e conselheiro científico da ADERMAP, trata-se de “uma doença crónica, inflamatória e frequentemente debilitante, que vai muito além das lesões visíveis na pele”. “O prurido intenso, a dificuldade em dormir e o impacto na autoestima condicionam a vida das crianças e de toda a família. Felizmente, hoje já temos disponíveis diferentes opções terapêuticas que podem devolver a qualidade de vida.”

Apesar dos avanços científicos e do surgimento de terapêuticas inovadoras, o médico realça que, em Portugal, “persistem dificuldades na referenciação, no acesso a terapêuticas nos casos moderados a graves, bem como desigualdades entre o sistema público e privado”.

Maria João Garcia

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