4 Ago, 2023

ICBAS disponibiliza unidade curricular de Medicina Aeroespacial no próximo ano letivo

A nova unidade curricular optativa será lecionada no 5.º ano do mestrado integrado e pretende "dotar os estudantes de conhecimentos fundamentais, bem como proporcionar o desenvolvimento de capacidades" na área aeroespacial e a sua aplicabilidade na saúde convencional.

ICBAS disponibiliza unidade curricular de Medicina Aeroespacial no próximo ano letivo

Os estudantes do Mestrado Integrado de Medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto vão ter disponível, a partir do próximo ano letivo, uma nova unidade curricular optativa de Medicina Aeroespacial.

Em comunicado, o ICBAS esclarece que no ano letivo de 2023/24 os estudantes do Mestrado Integrado de Medicina vão poder escolher a disciplina de Medicina Aeroespacial, área em “forte expansão” e que tem suscitado “crescente curiosidade na comunidade académica”.

“A sua incorporação era premente no ideal de vanguarda e inovação na formação da Universidade do Porto e do ICBAS”, observa.

A nova unidade curricular optativa será lecionada no 5.º ano do mestrado integrado e pretende “dotar os estudantes de conhecimentos fundamentais, bem como proporcionar o desenvolvimento de capacidades” na área aeroespacial e a sua aplicabilidade na saúde convencional.

Além de conhecimentos de fisiologia e adaptação ao ambiente espacial, os estudantes vão ter acesso a “áreas de saber de maior abrangência”, como a Física e Engenharia Aeroespacial, Economia e Direito do espaço e Empreendedorismo.

“Os estudantes ficarão aptos a definir e compreender os ambientes aeroespaciais, aeronáuticos, a identificarem as principais alterações e desafios de saúde neste âmbito, a perspetivar as oportunidades empresariais e de investigação no setor espacial, em contexto nacional e internacional”, adianta o ICBAS.

Citado no comunicado, o diretor do Mestrado Integrado em Medicina, António Araújo, salienta que o mestrado “pretende disponibilizar aos estudantes um currículo atual, adaptado aos novos desafios e que lhes proporcione perspetivas de áreas promissoras”.

“Esta nova UC [unidade curricular] é disso exemplo e é um orgulho podermos começar a proporcionar aos nossos futuros médicos o conhecimento que lhes vai permitir ter um papel ativo, a nível mundial, no desenvolvimento dos sistemas de apoio dos novos veículos aéreos e espaciais”, acrescenta.

Também citada no comunicado, a coordenadora da futura unidade curricular, Carolina Moreira, afirma que a disciplina visa “abrir horizontes aos futuros médicos numa área científica em franco desenvolvimento e num momento único na história, em que se preparam voos de longa duração e se perspetiva a chegada do homem a Marte”.

A medicina aeroespacial estuda e capacita médicos para a manutenção da saúde, segurança e performance das pessoas nas viagens aéreas, espaciais e ambientes extremos.

LUSA

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