25 Jun, 2021

Especialistas alertam para influência da apneia obstrutiva do sono no desenvolvimento de DCV

A American Heart Association reforça a importância do rastreio, diagnóstico e tratamento deste tipo de distúrbio respiratório para a prevenção de doenças cardiovasculares.

<i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Especialistas alertam para influência da apneia obstrutiva do sono no desenvolvimento de DCV

A American Heart Association (AHA) publicou uma declaração, na edição online do Circulation, que alerta para a influência da apneia obstrutiva do sono (SAOS) no desenvolvimento de patologias cardiovasculares (DCV), como a hipertensão, fibrilhação auricular (FA) e insuficiência cardíaca (IC). Os especialistas reforçam a importância do diagnóstico e tratamento precoce deste tipo de distúrbio respiratório.

Segundo reforça a AHA, cerca de 30% a 50% das pessoas com hipertensão apresentam SAOS. Tendo em consideração vários estudos, os especialistas começam por sugerir que esta síndrome é um fator que contribui significativamente para o registo de valores de pressão arterial anormalmente elevados, o que pode resultar em graves DCV.

A mesma declaração alerta para o peso da SAOS no desenvolvimento de FA em pessoas que não apresentam qualquer outro distúrbio cardíaco. Ambas as condições já foram identificadas em vários pacientes, mesmo após terem sido excluídos vários fatores de risco, como a obesidade, hipertensão e idade.

De acordo com o mesmo documento, este distúrbio respiratório do sono também é altamente prevalente em pacientes diagnosticados com IC. Além desta associação, aqueles que apresentam estas condições, sofrem de um risco aumentado de sofrerem de condições adversas associadas às suas DCV. Do mesmo modo, os especialistas salientam a influência da SAOS para o desenvolvimento da doença arterial coronária, acidentes vasculares cerebrais (AVC) ou hipertensão pulmonar (HP).

Segundo alerta a AHA, apesar de todos estes riscos serem reconhecidos, este distúrbio “é amplamente subreconhecido e subtratado na prática clínica das DCV”. Dadas as evidências que revelam a prevalência de SAOS em pacientes com historial de DCV, os especialistas reforçam que é fundamental realizar-se um rastreio desta patologia nos pacientes que apresentam vários indicadores de risco cardiovascular.

Neste sentido, a AHA salienta que os clínicos podem considerar a possibilidade de questionar os doentes sobre o seu sono, como a ocorrência de respiração ofegante, despertares frequentes ou sonolência diurna excessiva. Ainda, para pacientes com hipertensão mal controlada e com taquicardia, a associação recomenda a prescrição de estudos do sono.

Segundo revelam, uma opção comum de tratamento para a SAOS nestes indivíduos inclui uma intervenção no seu estilo de vida e o alerta para a necessidade de perda de peso, estratégia que pode reduzir o índice de apneia e hipopneia em até 26%, concluem.

SO

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